Na última sexta-feira (09/01) a União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG) e demais entidades do movimento social fizeram uma manifestação contra o aumento da passagem em Belo Horizonte (MG). Cerca de 500 pessoas foram ao centro da capital, mesmo depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu o reajuste das passagens de ônibus suplementares. Com a decisão da Justiça a tarifa desse tipo de ônibus que tinha ido para R$2,20 permanece no valor de R$2,05. A liminar não altera os preços das passagens dos ônibus regulares que desde o dia 29 de dezembro, aumentaram de R$ 2,85 apara R$ 3,10.
O ato teve início às 17:00 na Praça Sete. Os manifestantes caminharam até o início da avenida Antônio Carlos que ficou fechada por cerca de 15 minutos. Durante o trajeto os estudantes entoaram vários gritos e palavras de ordem.
“A UEE começa 2015 no centro da luta política, lutando não só pela redução da tarifa como também pela universalização do passe livre para estudantes de todo o estado. Vem pra rua! A hora é agora! O aumento é ilegal”, destacou o presidente da UEE-MG, Paulo Sergio.
A UEE-MG divulgou uma nota esta semana em que lembra que o ano passado, foi realizada uma auditoria que aponta abuso no valor cobrado pelas empresas de transporte de Belo Horizonte. “O valor cobrado atualmente é aproximadamente 50% superior ao valor apresentado pelo resultado final da auditoria”, diz o texto.
A nota ressalta ainda: “Nós, da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais, estamos firmes na luta pela redução da tarifa do transporte público, tanto para as linhas convencionais, como também o transporte metropolitano. Queremos para os estudantes mineiros mais acessibilidade no transporte, com redução das tarifas. E para a região metropolitana, a garantia do Passe livre Metropolitano”.
Aumento
Segundo a BHTrans, a justificativa para o aumento é a necessidade de cobrir custos operacionais e de insumos, como o óleo diesel e o salário dos funcionários das empresas de transporte coletivo.
O desembargador que cuidou do caso entendeu que não compete ao presidente da BHTrans ser o responsável pela elevação das tarifas do transporte público municipal. Segundo ele, a competência é exclusiva do prefeito, conforme previsto na Lei Orgânica do Município.
O TJMG informou que a suspensão deve ser válida até que a decisão definitiva sobre o recurso seja tomada.
Da Redação com informações do R7 e G1