Sob supervisão do Ministério da Educação (MEC) desde 2009, a Universidade Vale do Rio Verde (Unincor), localizada em Minas Gerais, preocupa seus estudantes. A instituição passa atualmente por sérios problemas financeiros que acarretam na falta de professores, grande rotatividade de funcionários e infraestrutura precária para ministrar devidamente os cursos oferecidos.

O prazo para o lançamento da nota técnica de avaliação do MEC venceu em novembro do ano passado, sem ter surtido efeito. No último dia 29, após diversas manifestações dos estudantes, técnicos do ministério visitaram novamente a universidade.

Para o presidente do Diretório Acadêmico de Medicina, Cleyton da Rocha, a intervenção do MEC faz-se extremamente necessária. ‘’Tivemos uma reunião com os técnicos, queremos que os problemas da universidade sejam resolvidos para que todos possam continuar a estudar e ter uma formação de qualidade’’, explicou.

A Unincor é mantida pela Fundação Tricordiana, instituição que, segundo denúncia dos acadêmicos, passa por dificuldades financeiras. Estudantes de medicina, do campus localizado em Belo Horizonte correm o risco de ficar sem local para estudar: o prédio pode ser tomado devido ao vencimento do contrato.

“A postura do DA até agora foi de buscar de uma maneira séria e competente as formas de melhoria da universidade e do curso de medicina, por isso contamos com a ajuda do MEC’’, afirmou Cleyton.

O MEC tem agora um prazo de vinte dias para elaborar um novo relatório.

REGULAMENTAR É PRECISO

Thais Bernardes, advogada da União Nacional dos Estudantes (UNE) e responsável pela ouvidoria da entidade, explica que é direito de todo estudante reivindicar melhorias na sua universidade, inclusive nas privadas. “Uma instituição privada tem que saber que está sujeita à criticas”, afirma.

A UNE trava, atualmente, uma batalha contra a mercantilização da educação e a entrada do capital estrangeiro no ensino superior. Em junho, durante o Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG), a UNE aprovou um documento que detalha a expectativa dos estudantes em relação à necessidade urgente de regulamentar o ensino privado.

Entre as principais reivindicações estão a criação de marcos regulatórios que deem maior controle por parte do Estado sobre as instituições privadas, combate incisivo à mercantilização e desnacionalização da educação com restrição a participação de capital estrangeiro nas universidades privadas e a aprovação imediata do PL 6489/06, a Lei de Mensalidades da UNE, que regulamenta a cobrança de mensalidades.

A regulamentação das universidades privadas será foco de discussão no 14º CONEB, a ser realizado entre os dias 18 a 21 de janeiro, na cidade de Recife, em Pernambuco.

Da Redação