Neste domingo (11), os jovens acampados há mais de cinco dias no #OcupeBrasília sofreram com uma forte tempestade que caiu sobre o planalto central. As barracas, verdadeiras barricadas dos acampados, foram alagadas e as roupas e colchões ficaram encharcados. A chuva só deu trégua ao anoitecer.
Mesmo com alguns pontos alagados, os jovens não desanimam. Isadora Scorcio, presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCMG) que está desde o início no acampamento, percebeu que estava “alagada” enquanto dormia, logo quando o dia começava a traçar os primeiros raios. “Parecia o Titanic”, brincou. “Eu acordei no meio do pé d’água e todas as minhas coisas estavam molhadas, Perdi tudo”, explicou a estudante com sorriso no rosto, que ainda concluiu: “A gente tem um objetivo e se desanimarmos, de certa forma, deixaremos de lado o brilho do nosso protesto. Se o sol forte e seco não nos tirou de lá, não vai ser a chuva que vai derrubar”.
Os organizadores, para calmaria geral, mobilizaram-se de imediato para reparar os danos. “Nossas convicções são muito maiores e mais fortes do que a chuva. Temos uma brigada, uma equipe que garante a segurança e o bem estar do acampamento. Hoje, nossa equipe fez o possível para cuidar de todos. Mudamos de lugar todas as barracas que alagaram e cobrimos outras com lona. Depois de toda tempestade, vem a calmaria. Amanhã teremos sol e isso vai revitalizar a turma”, explicou Renan Alencar, diretor da UNE.
“Doe uma camisa e ganhe um abraço grátis”
Para ajudar a arrecadar pertences perdidos pela chuva, como roupas, cobertores e toalhas, os estudantes fizeram uma campanha descontraída e levaram um caixote vazio para a 2ª Conferência Nacional de Juventude, que acontece próximo ao acampamento, no Parque da Cidade. Até as 20h, o caixote já estava com diversas camisetas. O pedido era simples: “Doe uma camisa e ganhe um abraço grátis”. Nem precisa dizer que o Stand da UNE e da UBES virou ponto turístico do encontro nacional.

“Estamos nos organizando para arrecadar o número necessário de roupas para, pelo menos essa noite, ninguém passar frio. Alguns delegados que vieram para a 2ª Conferência de Juventude e são solidários ao nosso movimento prometeram nos ajudar com toalhas. Nunca foi fácil, mas nada é maior do que a vontade de lutar e conquistar as nossas bandeiras”, pontuou Arthur Felipe, estudante de São Paulo.
Da Redação