Segundo os dicionários, define-se “jornada” como um trabalho realizado no decurso de um dia. É exatamente com essa ideia em mente que os estudantes amazonenses chegam para a Jornada de Lutas, a ser realizada no próximo dia 03 de abril. Muito trabalho e engajamento impulsionará os alunos de mais de vinte escolas e três universidades públicas, que estarão concentrados a partir das 14h, na Praça da Saudade, localizada no centro de Manaus.

Entre os assuntos debatidos, estarão as pautas nacionais referentes aos 10% do PIB e 50% do Pré-sal como recursos a serem investidos em educação, as exorbitantes taxas de juros praticadas no país e o grave problema da desindustrialização que afeta todo o setor produtivo nacional. Já nas pautas locais, estarão em foco a má qualidade do transporte público e a exigência da meia-passagem para os estudantes.

Para a presidente da UEE-AM, Beatriz Calheiro, a meia-passagem praticada no estado não é real. ‘’O valor integral da passagem é de R$2,75, mas nós pagamos R$1,40 como meia. Os empresários alegam que esses R$0,03 de diferença servem para ajudar na melhoria do transporte, mas não é isso que vemos aqui. O que vemos são filas quilométricas, ônibus demorados e sistemas falhos’’, declarou.

A luta pela meia-passagem no estado tem também o intuito de abrir o debate em torno da necessidade do passe livre para o estudante, já que no estado do Amazonas é muito difícil chegar até algumas cidades, exigindo um alto custo financeiro e muito tempo de viagem. Por esse motivo, ao final da passeata, haverá um ato em repúdio às péssimas condições do transporte público em frente à prefeitura de Manaus.

”A Jornada de Lutas é mais do que uma agenda cotidiana das entidades estudantis. Ela influencia na mobilização de toda sociedade que volta os olhos para os estudantes. É algo que nunca pode deixar de ser feito, pois é na rua que conseguimos fazer pressão e lutar por nossos direitos’’, concluiu Beatriz.

 Renata Bars