Marco Antônio de Oliveira Maciel nasceu no dia 21 de julho de 1940, em Recife (PE). É Filho de José do Rego Maciel, que foi deputado federal por Pernambuco entre 1955 e1959, e Carmen Sílvia Cavalcanti de Oliveira Maciel. Sua experiência política começou no curso secundário, quando foi eleito presidente do Diretório Acadêmico do Colégio Nóbrega, com 17 anos.

Em 1959, fez vestibular para Faculdade de Direito do Recife, para onde passou. Logo no primeiro ano do curso fez circular a revista Estudante. Já em 1960, foi eleito presidente do Diretório Central do Estudante (DCE) da universidade e, como tal, foi membro do Conselho Universitário da Universidade Federal de Pernambuco, aos 20 anos. Em 1961, foi reeleito para a presidência do DCE e, em 1962, disputou a União dos Estudantes de Pernambuco, na época, com mais de 8 mil estudantes universitários, assumindo-a em 1963.

Sua atuação política foi marcada pela oposição à linha ideológica de esquerda, então predominante na União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade da qual se desligou naquele mesmo ano, através de um manifesto publicado na imprensa. Na época, fez parte das forças opositoras ao governo de Miguel Arrais em Pernambuco (1962-1964).

Aos 23 anos, Marco Maciel assumiu a Secretaria Assistente do governador Paulo Guerra, transformando-a em Secretaria do Trabalho e Ação Social. Em 1966, foi eleito deputado estadual em Pernambuco e, em 1970, deputado federal, pela legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena). Foi membro efetivo da Comissão de Minas e Energia e suplente das comissões de Economia, de Relações Exteriores e da Bacia de São Francisco. Em 1972, tornou-se segundo-secretário do diretório nacional da Arena e, no ano seguinte, primeiro-secretário.

Em 1974, reelegeu-se deputado federal e, em 1976, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 1977-1978. Depois da queda do bipartidarismo, participou da organização do Partido Democrático Social (PDS). Em 1982, candidatou-se a uma vaga no Senado e foi eleito com aproximadamente 90 mil votos de vantagem sobre o seu principal adversário, Cid Sampaio.

Em 1984, Marco Maciel divulgou o documento Participação e Compromisso, que defendia, entre outras coisas, a tese das eleições diretas em todos os âmbitos, inclusive a presidência. Em 1985, com a morte de Tancredo Neves, José Sarney foi efetivado presidente da república e delegou o Ministério da Educação a Marco Maciel. Na sucessão de Sarney, Maciel engajou-se na campanha do ex-governador alagoano Fernando Collor de Mello, do Partido da reconstrução Nacional (PRN).

Em 1990, obteve outro mandato de senador por Pernambuco e, dois anos depois, na ocasião dos escândalos do presidente Collor e seu tesoureiro Paulo César Farias, declarou sua “lealdade a Collor”, justificando sua posição em virtude da “responsabilidade funcional” que assumira como líder do governo. Na entrega oficial do relatório final da CPI, demitiu-se da liderança do governo no senado e declarou-se impossibilitado de permanecer defendendo o governo.

Em agosto de 1994, foi indicado pelo Partido da Frente Liberal (PFL) para a vice-presidência na campanha de Fernando Henrique Cardoso. FHC, temendo que o envolvimento de seu vice com o governo Collor lhe causasse problemas disse que a indicação era de inteira responsabilidade do partido. Por precaução, o comando da campanha tucana optou por não incluir a imagem de Maciel nos programas eleitorais gratuitos de televisão.

A eleição de Fernando Henrique saiu vitoriosa e Marco Maciel assumiu como vice-presidente da República em janeiro de 1995. Em 1999, foi reeleito ao cargo durante o segundo mandato de Fernando Henrique. Atualmente é senador por Pernambuco e membro da Academia de Letras do estado.

Casou-se com Ana Maria Ferreira Maciel e teve três filhos.

[Fontes: Dicionário Histórico-Bibliográfico Brasileiro; “Pernambuco, Marco Maciel” IN: Revista Manchete, 26 de março de 1978]

Feito por Itamar de Assis Jr. em 27 de abril de 2005