Na última terça-feira (14/1) mais de 2 mil estudantes, professores e funcionários das universidades Gama Filho (UGF) e UniverCidade saíram às ruas do Rio de Janeiro para protestar contra o descredenciamento das instituições, anunciado recentemente pelo Ministério da Educação (MEC).
A manifestação teve início na Praça da Candelária, centro da cidade, e seguiu pela Avenida Presidente Vargas até a Praça da Bandeira.
Presente no ato e nas mobilizações, a presidenta da UNE, Virgínia Barros, afirmou que a decisão tomada pelo MEC não soluciona o problema dos estudantes. ‘’ Hoje todos esses milhares de alunos estão sem estudar e sem pertencer a nenhuma instituição. O MEC teve dois anos para resolver a situação da UGF e UniverCidade. Eles não podem apresentar o descredenciamento como única solução’’, argumentou.
Também na terça-feira, um grupo de 45 estudantes da Gama Filho embarcou em um ônibus para Brasília. Na capital federal, eles vão protestar em frente ao Ministério da Educação (MEC) contra o descredenciamento das universidades.
‘’Agora vamos lutar pela federalização. O MEC afirma que a dívida de um bilhão das instituições impede que haja investimentos de dinheiro público, mas a gente sabe que é só uma questão de vontade política. Vamos lutar por isso’’, falou Ana Flávia Hissa, diretora de relações externas do DCE UGF.
FEDERALIZAÇÃO
Em reunião realizada nesta terça-feira (14) na Universidade Federal Fluminense (UFF), os reitores da UFRJ, da Unirio, UFRRJ e da UFF e o diretor-geral do Cefet-RJ assinaram nota propondo que a Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) sejam federalizadas.
Alternativa ao fechamento das duas instituições, o documento assinado pelos dirigentes das instituições federais de ensino superior do Rio, afirma que a medida atenderia “aos anseios das forças sociais, políticas e estudantis”, em referência aos cerca de 10 mil estudantes afetados pelo descredenciamento.
Para o diretor da UNE, Mateus Weber, o descredenciamento põe em risco o emprego de 1.600 professores e cerca de mil funcionários administrativos, além de comprometer o futuro de milhares de estudantes. ”Ser transferido para outras instituições pode acarretar a perda de qualidade na formação. De imediato resolve o problema da falta de aula, mas não se mostra como solução efetiva”, argumentou.
Renata Bars