O mês de maio vem mostrando que a luta em defesa de uma educação pública e de qualidade vem ganhando corpo em diversas universidades federais do país. Desde o último dia 17/05, quando foi deflagrada greve de professores por tempo indeterminado, quarenta e sete instituições já aderiram ao movimento grevista, enquanto vinte dessas universidades entraram em greve estudantil.
No sul do país, o panorama não é diferente. Na última quarta-feira (29), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) também anunciou em assembléia realizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), a greve estudantil na instituição. Cerca de 400 pessoas participaram da reunião.
Além de ser uma forma de apoio ao movimento dos professores, os estudantes da UFPR tem reivindicações próprias como a exigência de 10% do PIB para a educação, mais investimentos em pesquisa e extensão, a paridade qualificada nas eleições para reitor e a autonomia universitária. Segundo o coordenador de Ensino, Pesquisa, Extensão e Formação Política do DCE, Vitor Meireles, tais pautas estão sendo amplamente discutidas através do comando de greve. “Estamos consolidando essas e outras pautas em diversas reuniões’’, contou.
Para o presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Rafael Bogoni, as greves estudantis se mostram importantes para o debate sobre o futuro da educação no país. “As entidades nacionais e locais devem cumprir o seu papel de auxiliar o docente e ao mesmo tempo lutar por suas pautas específicas agregando a esse movimento mais força para conquistar uma educação de qualidade’’, declarou.
De acordo com o comando de greve, as três categorias da universidade (estudantes, professores e técnico-administrativos) realizaram uma reunião e chegaram à decisão de que toda negociação será conjunta. “Fizemos uma série de encontros em relação ao movimento e decidimos que as negociações serão conjuntas entre as categorias. Agora esperamos as assembléias dos técnicos e docentes para decidir o futuro da paralisação”, finalizou Meireles.
Renata Bars