José Avarente Gregori nasceu em São Paulo, no dia 13 de agosto de 1930, filho de Henrique Gregori e Ester Avarente Gregori. Iniciou o estudo secundário no Colégio Clariciano, onde foi presidente do grêmio, e terminou no Colégio Estadual Presidente Roosevelt, onde assumiu a vice-presidência do Centro Acadêmico Presidente Roosevelt. Na época, tentou criar uma entidade representativa de todo colegial que acabou por não se viabilizar. Ainda no secundário, militou em um comitê secundarista que advogava o monopólio estatal do petróleo.

Entrou para Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo, em 1950. No congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) de 1952, participou como delegado de um evento que foi tumultuado em função da intensa oposição ao governo de Getúlio Vargas. As reivindicações estudantis atravessavam uma série de questões como a luta pela nacionalização da exploração do petróleo e inúmeras greves em função de melhorias educacionais.

Gregori sempre esteve próximo a setores da esquerda, como a juventude socialista e a católica, mas nunca se filiou a nenhum partido, transitando entre as mais variadas atuações esquerdistas. Em 1954, Gregori se formou, mas, nos dois anos seguintes, continuou freqüentando reuniões estudantis. O desligamento total das lutas veio somente oito anos depois de sua saída da universidade.

Foi secretário particular do ministro Santiago Dantas por um ano, de 1962 a 1963. Entre 1964 e 1966 foi conselheiro da Volkswagen do Brasil e advogado do Grupo Klabin entre 1967 até 1979. Participou do Conselho da Fundação Anchieta de Cultura por quatro anos, de 1972 a 1976. Atuou como presidente da Comissão de Justiça e Paz de 1972 até 1982. A partir de 1970, retomou aos poucos os contatos com o movimento estudantil através do convívio com lideranças acadêmicas. Em 1982 foi um dos membros Fundadores da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos. Na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, foi professor de 1977 até 1993 e na Unicamp atuou como membro do Grupo de Estudos Constitucionais de1986 a 1988.

Gregori chegou a Secretário de Estado da Participação do Governo Montoro de 1985 a 1986. Em 1987, assumiu a chefia de Gabinete do Ministério de Reforma Agrária e, em 1988, foi chefe de Gabinete do Ministério da Previdência Social.

De 1990 a 1995, ocupou cargos de diretor secretário do Instituto de Integração Latino Americana (ILAM), diretor jurídico da Fundação Pró-Sangue – Hemocentro SP e diretor superintendente da Fundação de Seguridade Embratel. Assumiu a chefia de Gabinete do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento em 1992. Entre 2002 e 2002 foi ministro de Estado da Justiça e, logo depois, embaixador do Brasil em Portugal. Ocupou as funções de secretário Nacional dos Direitos Humanos, ouvidor da República, coordenador e co-autor da Lei n. 9140/95 (desaparecidos políticos). Foi também coordenador geral do Programa de Segurança Pública em 2000 e Coordenador Geral do Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado oficialmente pelo Presidente da República em 13 de Maio de 1996. No legislativo, foi Deputado Estadual de 1983 até 1986.

Recebeu diversas condecorações como a Ordem do Rio Branco (grau de Comendador e Grã-Cruz), Ordem do Mérito Judiciário Militar, Medalha Mauá, Medalha do Mérito “Educativo et Labor”, Medalha da Inconfidência e Ordem do Mérito Nacional da França. Recebeu o Prêmio das Nações Unidas para área de Direitos Humanos da ONU, na comemoração dos 50 anos da eclaração Universal dos Direitos Humanos (1998) e Prêmio Criança e Paz – Betinho da UNICEF (1998). Atualmente é presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos de São Paulo.

[Fontes:Pré-entrevista realizada por Itamar de Assis Jr. em 15 de junho de 2005]

Feito por Itamar de Assis Jr. em 16 de junho de 2005.