A Jornada de Lutas continua seguindo em frente pelas principais avenidas do Brasil. Nesta quinta-feira (4/4), o movimento que reúne mais de 40 entidades, organizações, grupos e coletivos chegou a Belo Horizonte e levou para as ruas da capital milhares de jovens militantes para pensar uma nova cidade.
A marcha começou na Praça Afonso Arinos e seguiu em direção à sede da Prefeitura. A Praça Sete, cenário tradicional da região mineira, foi o marco final da atividade, com direito a um grande “abraçaço” no pirulito central. Com cartazes, bandeiras e muita voz o comboio conseguiu levantar as principais temáticas de luta em Minas e ainda firmou uma grande rede permanente de discussão para os próximos dias que virão.
“A Jornada cumpriu um papel fundamental. Foi o pontapé inicial da união de forças jovens pela criação de uma rede permanente de discussão sobre o papel da cidade. Queremos apresentar um projeto alternativo de governo, que respeite as diferenças e saiba investir no desenvolvimento social”, explicou Rafael Leal, presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG).
POR UMA MINAS GERAIS MELHOR
As entidades envolvidas não concordam com o atual modelo de desenvolvimento adotado pelo Governo do Estado, que prioriza o ajuste fiscal às custas do abandono dos serviços públicos e do corte de investimentos sociais. Por isso, os jovens reunidos expressaram o que pensam para o futuro, o que precisa melhorar na sociedade e como seguir na luta por essas conquistas.
Não por menos a Jornada foi pautada por uma bandeira específica da região. A juventude, hoje, luta pela criação de um Fundo Social do Minério em Minas Gerais para solucionar parte do problema. Essa pauta está relacionada com o fato de que o estado é o maior produtor nacional de minério. Contudo, comparando os royalties do petróleo com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os produtores de petróleo recebem 10% do faturamento bruto sobre a extração do produto, enquanto o estado de Minas fica com apenas 2% do faturamento líquido sobre a exploração.
“Nesse sentido, é fundamental a criação da PEC do Fundo Social do Minério, com o intuito de que toda essa riqueza seja revertida para a educação e para o desenvolvimento social do estado”, avaliou o dirigente estudantil.
Da Redação
Foto: (CC BY-SA) Maria Objetiva / Fora do Eixo