Na noite da última quinta-feira, 25 de agosto, aproximadamente 200 estudantes ocuparam pacificamente a reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF) com intuito de abrir o diálogo com toda a comunidade acadêmica e civil de Niterói sobre a imposição de diversos projetos arquitetônicos, entre eles a Via Orla e a Via 100, avenidas, essas, que cruzariam o campus da UFF.

O presidente União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), Igor Mayworn, e a vice-presidente da UNE, Clarissa Cunha, estiveram presentes e levaram o apoio das entidades à ocupação. “Os estudantes da UFF estão passando por um problema sério, que é a construção de duas vias dentro do campus, um terreno público, federal e dos estudantes. O problema é que essa construção é motivada unicamente  por interesses da especulação imobiliária da região”, explicou Clarissa.

Apesar da ocupação ter sido pacífica, os estudantes foram cercados pela polícia militar e sofreram ameaças caso não se retirassem do local. “Eles nos cercaram e ameaçaram caso nós não saíssemos. Os estudantes estavam com medo. Nos fomos expulsos.”

A ocupação terminou, mas os estudantes da universidade continuam se reunindo para fazer assembléias e achar maneiras de continuar na luta para barrar a construção. “A universidade tem que estar a serviço do povo e da sociedade. Estamos no meio da nossa jornada de lutas para reforçar que tipo de universidade queremos e a discussão da UFF está casada com as nossas propostas, com a nossa perspectiva de universidade e sociedade”, disse Clarissa.

Rio de Janeiro mobilizado pelo Agosto Verde Amarelo

Mesmo concentrando todas as forças para a #marchadosestudantes, no dia 31 de agosto, em Brasília, a UEE-RJ organizou e mobilizou jovens no início do mês. A II Semana de Direitos Humanos do Diretório Central dos Estudantes das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), reuniu os estudantes em debates sobre saúde pública, drogas, Comissão da Verdade, aborto, Código Florestal, entre outros e um ato contra a mercantilização das universidades do Rio de Janeiro.

Um dos principais debates da semana foi “Educação como direito, não como mercadoria”, com a presença do presidente da UEE-RJ e do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). A mobilização aconteceu no dia do estudante, 11 de agosto, e contou com a presença de 300 pessoas.

“A faculdade Facha teve a administração terceirizada por uma empresa que visa o aumento dos lucros e com essa terceirização, 10% dos professores foram demitidos e ao contrário do que todo mundo pensou, não foram recolocados. A Facha é uma instituição de tradição e qualidade no ensino, esses problemas motivaram os alunos lutar pelas melhorias que essa universidade e muitas outras precisam no estado do Rio de Janeiro”, protestou o presidente da UEE Igor Mayworm.