Nesta quinta-feira (04/04), acontece mais uma atividade da Jornada de Lutas Unificada de 2013. Mais de mil estudantes, jovens da cidade e do campo, trabalhadores, grupos e coletivos vão se encontrar na Praça Afonso Arinos, em Minas Gerais, a partir das 8h, para conectar vozes a favor de um Brasil e um Estado melhor. A marcha vai culminar na tradicional Praça Sete, localizada no centro da cidade.

A Jornada será pautada, principalmente, por duas bandeiras específicas da região. A primeira é a luta pelo benefício do meio-passe estudantil, diminuindo pela metade o valor da tarifa do transporte coletivo urbano correspondente ao percurso diário de ida e volta entre residência e a instituição de ensino do estudante.

A segunda e principal bandeira é a criação de um Fundo Social do Minério em Minas Gerais. Essa pauta está relacionada com o fato de que o estado é o maior produtor nacional de minério. Contudo, comparando os royalties do petróleo com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os produtores de petróleo recebem 10% do faturamento bruto sobre a extração do produto, enquanto o estado de Minas fica com apenas 2% do faturamento líquido sobre a exploração.

A juventude luta pela criação da PEC do Fundo Social do Minério, com o intuito de que toda essa riqueza seja revertida para a educação e para o desenvolvimento social do estado.

“É fundamental que esta Jornada de Lutas potencialize essa pauta, pois é imprescindível para o estado que os recursos dos royalties do minério sejam investido em Educação, Ciência e Tecnologia”, explicou Rafael Leal, presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais (UEE-MG). “Vamos também em uma só voz lutar pelo financiamento da educação pública, reformas democráticas e contra o extermínio da juventude negra” completou o dirigente estudantil.

Por uma Minas Gerais melhor

As entidades envolvidas na construção da Jornada de Lutas em Minas Gerais também chegaram a um consenso de que o modelo de desenvolvimento adotado pelo Governo do Estado, que prioriza o ajuste fiscal às custas do abandono dos serviços públicos e do corte de investimentos sociais, não constribui com uma Minas Gerais que a juventude almeja.

“Queremos que Minas Gerais tenha um projeto de desenvolvimento em que as universidades estaduais contribuam para a superação dos nossos problemas sociais. Para isso elas precisam ser gratuitas, precisam de investimento. O Governo não pode mudar o foco. Não é por menos que defendemos a criação do Fundo Social do minério”, enfatizou Rafael Leal.

As reivindicações do estado ainda incorporam às lutas nacionais da juventude, como a necessidade de trabalho decente, uma ampla reforma política,  diretos sociais e humanos para os jovens e a democratização da comunicação de massas.

Mais informações: http://migre.me/dXgkt

Patricia Blumberg