O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Paulista (UNIP) foi um dos colaboradores na realização do último Conselho Estadual de Entidades da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), realizado nos dias 30 e 31 de maio deste ano, na capital, que recebeu estudantes de toda parte do estado. Na ocasião o presidente do DCE, Márcio Bico, agradeceu o apoio que tem recebido da UNE e UEE-SP.
“O DCE da UNIP tem sido parceiro da UNE em várias lutas e tem realizado grandes conquistas para os estudantes dentro da Universidade. É evidente como os estudantes estão mais envolvidos, mais satisfeitos e, de fato, incluídos na vida acadêmica”, destacou o diretor de Comunicação da UNE, Thiago José.
Fazendo um balanço das ações da entidade, Márcio lembra que a primeira iniciativa do DCE para auxiliar os estudantes foi facilitar o pagamento das DPs (dependências). “Verificando o grande número de reprovações em disciplinas, o DCE solicitou à universidade a adoção de uma nova política de cobrança de DPs, visto que os alunos não conseguiam realizar o pagamento”, explicou. Em acordo com a UNIP, foi limitado o número de dependências a serem cobradas, ou seja, mesmo que o estudante tenha muitas DPs, ele paga no máximo por duas.
Além disso, o DCE dedicou-se a atender a outra reivindicação dos estudantes. As reprovações que excediam o número de dependências permitido pelo regimento da UNIP faziam com que os alunos perdessem o contato com os seus colegas de turma, tivessem que ingressar em diferentes grupos de estudo e trabalho e rompessem laços de amizade desenvolvidos no contato diário. “A mudança repentina de classe provocada pelas reprovações aparece como um fracasso, desmotiva os estudantes e termina por criar um ciclo vicioso no qual eles participam menos das atividades escolares, aprendem menos, faltam mais, ficam em novas DPs, perdem a esperança de conseguirem terminar o curso, trancam a matrícula e põem a perder todo o processo que os trouxe para a universidade”, afirmou o presidente.
Com esses argumentos o DCE conquistou a implantação de um regime de matrícula, o Regime Tutelado, que permite que o aluno permaneça com sua turma de origem até o final do curso e que tenha depois mais tempo para concluir as disciplinas em dependência, que, uma vez eliminadas, permitirão colar grau, não havendo cobrança nas atividades do curso realizadas após o tempo mínimo de integralização do curso.
Para o próximo período a entidade pretende continuar atenta às necessidades dos estudantes. Para Márcio é necessário também fortalecer o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) conquistas sem precedentes na história da educação do país. “Apesar de o PROUNI ser uma das maiores conquistas na Educação, muitos alunos prounistas têm dificuldades financeiras para custear transporte, alimentação, compras de livros e apostilas. Assim, a assistência estudantil aos prounistas vem ao encontro do princípio norteador da política de inclusão, pois de que adianta trazê-los para a universidade, sem lhes dar condições para concluir o curso”, questiona.
Da Redação