Geraldo Augusto de Siqueira filho nasceu em São Paulo, no dia 7 de março de 1951. Filho de Geraldo Augusto de Siqueira e Jandira Pereira de Vasconcelos Siqueira, viu seu irmão mais velho ser preso por atuar como tesoureiro junto a União Estadual dos Estudantes (UEE), de São Paulo. Cursou todo o ginásio, ensino primário e secundário no mesmo colégio, a Escola Estadual Fernão Dias Paes. Foi neste local que, durante o secundário, iniciou sua militância estudantil. Através de uma chapa da escola, conquistou o grêmio em 1968.
Em 1969, quando terminou o secundário, após a decretação do AI-5, viu-se levado a praticar atitudes mais radicais na militância e participou de um grupo guerrilheiro ala vermelha, que propunha a luta armada e o engajamento clandestino. Nessa atuação, foi preso por panfletagem e acabou se afastando temporariamente da militância estudantil.
No ano 1970, iniciou o curso de engenharia na universidade Álvares Penteado, que deixou logo no início. Começou, então, a estudar no preparatório Equipe, para prestar vestibular para geografia. Foi aprovado, e iniciou o curso na Universidade de São Paulo (USP), onde retomou as atividades de militância estudantil.
Foi depois de um show de música na universidade, interrompido pelas forças armadas, que os alunos da USP começaram a se reunir em assembléias, que foram aumentando em quantidade com o passar do tempo. Ainda calouro de geografia, em 1971, Geraldo Siqueira Filho foi eleito à presidência do Centro Acadêmico de Geografia, onde permaneceu por cerca de dois anos.
Em 1976, foi um dos fundadores do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP. No ano seguinte, terminou a faculdade e se candidatou a deputado federal. Em 1978, elegeu-se deputado estadual pelo Movimento Democrático Nacional (MDB) e, em 1980, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT).
No ano de 1982, reelegeu-se deputado pelo PT. Ao sair da Assembléia, foi trabalhar na Comissão Nacional do Meio Ambiente, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em seguida, trabalhou na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, na cidade de São Paulo. Tempos depois, começou a trabalhar no Banco do Brasil e a atuar no Sindicato dos Bancários.
Depois de 1994, afastou-se da militância partidária. Sua participação política começou a se restringir às reuniões do PT em que era solicitado para fazer quorum para as votações do partido. Atuando mais na área ambiental, em julho de 2003, iniciou como chefe de Gabinete da Secretaria de Qualidade Ambiental como responsável pela agenda marrom, que engloba a problemática do petróleo, energia, entre outros.
[Fontes: COSTA, Caio Túlio. Cale-se. São Paulo, Editora A Girafa, 2003; Pré-entrevista feita por Itamar de Assis Jr. em 22 de novembro de 2004 ].
Feito por Itamar de Assis Jr. em 16 de março de 2005