Na tarde da última quinta-feira (26/9), professores da Universidade Gama Filho decidiram em assembleia terminar com a greve na instituição, que acontecia desde o início do mês de agosto em razão ao atraso de salários.
A Associação Docente da Gama Filho (ADGF) confirmou que o pagamento referente a julho e agosto foram depositados nesta madrugada. As aulas do segundo semestre começam no dia 30 de setembro.
O período letivo do segundo semestre da UGF deveria ter começado em agosto, mas com a paralisação elas foram adiadas por duas vezes. Como a confirmação dos pagamentos atrasados só foi efetivado de madrugada, a própria Galileo resolveu adiar o início das aulas para a próxima segunda-feira.
Para os estudantes que seguem ocupando a reitoria da instituição, este foi apenas mais um passo na batalha contra o Grupo Galileo. Em nota publicada na página do DCE no Facebook, os alunos afirmam que a pauta se transformou em uma só: #ForaGalileo!
“Com essa mantenedora não temos as condições básicas de higiene, segurança, cenários práticos e nem a certeza de pagamento dos próximos meses e convênios. Em outras palavras, não temos o ensino de qualidade e excelência acadêmica que sempre nos foi nos dado. Queremos nos formar como profissionais bons no que fazem e não apenas pegar o diploma. Não podemos parar até termos nossa tão sonhada UGF de verdade de volta’’, destaca o texto publicado na rede social.
ENTENDA O CASO
A crise nas universidades privadas cariocas começou após o Grupo Galileo Educacional comprar a Gama Filho e UniverCidade, em meados de 2011. Em dezembro do mesmo ano, o Galileo demitiu cerca de 800 pessoas, entre professores e funcionários, e não pagou seus direitos trabalhistas.
O grupo também impôs um aumento abusivo na mensalidade. Os reajustes variavam entre 18% e 40%, indo bem acima dos 5,9% determinados pela taxa de inflação da época. A UNE e UEE-RJ organizaram os estudantes e realizaram várias passeatas e protestos. A justiça obrigou a mantenedora a respeitar a legislação, que permite aumentos de acordo com a taxa de inflação, mas pouco tempo depois voltou atrás, o que elevou muito a evasão dos estudantes.
Além das demissões, ocorreram vários atrasos no pagamento de salários dos professores, descumprimento de contratos que vão desde a limpeza das universidades à segurança, água e luz.
Os estudantes da UFG ocupam a reitoria da instituição desde o último dia 15/07. A ocupação se deu de forma pacífica. Os 18 mil alunos que estudam na UGF, temem a possibilidade de fechamento da instituição e não concluírem seus cursos.
Da Redação