Esse fim de semana as dicas estão ultra cults! Exposição de fotos e de poesia, Festival de Inverno, e muita música boa. E a dica comentada é um clássico da literatura, mas tem em filme também. Leitura engajada que é ficção, mas tá cheia de realidade. Vamos em frente que a sexta já tá adiantada. Bom fim de semana!

TERESINA – PI

O que? “Exposição em montagem” trabalho organizado por Guga Carvalho e Sólon Ribeiro. A exposição junta o trabalho de diversos fotógrafos onde a ideia era trazer o monóculo, objeto que fez parte da vida de muitas pessoas e que caiu em desuso. Quando? até 22/07, no fim de semana o horário é das 8h às 12:00h. Onde? Museu do Piauí ( Casa de Odilon Antunes, Rua Areolino de Abreu, 900) Quanto? R$2,00. Informações: fcmc.pi.gov.br

SÃO JOÃO DEL REI – MG

O que? 26ª edição do Inverno Cultural promovido pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Inúmeras atividades culturais e shows com diversos convidados e músicos locais. Quando? Neste sábado (20) às 22h quem se apresenta é o rapper paulista Criolo. O evento vai até 27/07. Onde? Palco Todo Lugar é Aqui (Av. Leite de Castro, ao lado do Posto Vianini). Quanto? Entrada franca.

SALVADOR – BA

O que? Exposição Mário Quintana, apresenta vida e obra de um dos mais importantes poetas brasileiros. Onde? Biblioteca Juracy Magalhães Jr. (Rua Borges Reis, s/n, Rio Vermelho) Quando? Até 31/7, segunda à sexta, 8h às 17h; sáb, 8h30 às 13h. Quanto? Entrada franca.

CUIABÁ- MT

O que? Música no Jardim , espetáculo de choro do grupo Choro Cerrado. Quando? 20/07 às 20h. Onde? Jardim do Sesc Arsenal (R. Treze de Junho, 315 – Porto) Quanto? Entrada franca.

RIO DE JANEIRO – RJ

O que? Show da Banda Tarantinos só com músicas das trilhas sonoras dos filmes diretor americano. Dentro da Mostra Tarantino. Em 2013, Quentin Tarantino completou 50 anos de vida e o Centro Cultural Banco do Brasil revisita sua obra com a exibição de 19 filmes em seu formato original e em película. Quando? 20/07 às 21h.  Onde? Hall do CCBB (Rua Primeiro de Março, 66). Quanto? Entrada franca.

Livro: 1984, de George Orwell

Os tempos estão para a luta e discussão acirrada sobre política em nosso País e no mundo todo. Por isso pensei em destacar aqui alguma obra que levasse a reflexão dentro da vasta literatura que aborda assuntos de relevância para este momento. Os fatos tem acontecido muito rápido, mas exatamente neste momento estamos digerindo a revelação do gigantesco monitoramento de dados de telefone e internet realizado ilegalmente pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos, inclusive no Brasil. Ok,  já tínhamos suspeitas, mas o esquema agora mostrou-se ainda maior do que a nossa imaginação. Impossível não fazer uma analogia com o Big Brother, o Grande Irmão que tudo sabe e tudo vê na literatura criada pelo inglês George Orwell. A obra está disponível em livro e filme. Como li já faz um tempo, o enredo é complexo, e não queria pecar esquecendo nada, peguei  um resumo no site da Companhia das Letras, que comercializa o romance por R$ 42,00.  O livro foi escrito em 1949 é ainda é um clássico. Saiba o porquê, leia a sinopse:

Winston, herói de 1984, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.

Quando foi publicada em 1949, poucos meses antes da morte do autor, essa assustadora distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes – um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais – atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos.

Assista também um trecho do filme:

Cristiane Tada