Estamos de volta pós Conune. E fim de semana de junho é aquela animação só. Tem festa junina em tudo que é canto, mas nesse tem também balé, teatro e uma dica comentada que vale por duas: série da TV e livro inspirado. Vamos nessa!
São Paulo – SP
O que? Peça 4 Estações. Quando? Até 30 de junho aos sábados às 20h e domingo, 18h.Onde? Teatro Livraria da Vila, Shopping Higienópolis. Quanto? R$40 inteira, R$20 meia. Informações: viniciuspiedade.com.br
Salvador – BA
O que? Ou isso, montagem do Balé Teatro Castro Alves, com coreografia de Jomar Mesquita e Rodrigo de Castro, inspirada no universo poético de Manoel de Barros. Quando? 13/6 e 14/6, 20h. Onde? Teatro Dona Canô – Centro Cultural Plataforma (Rua Imperador, 142 – Cais de Araújo Pinho) Quanto? Entrava livre. Informações: tca.ba.gov.br
Boa Vista – Roraima
O que? Boa Vista Junino, o “melhor arraial da Amazônia”. Com apresentações musicais e barracas típicas. Quando? Até 23/06, Abertura sábado (15) às 18h30. Onde? Praça do Centro Cívico. Quanto? Entrada livre. Informações: boavista.rr.gov.br
Porto Alegre – RS
O que? Peça teatral CNPJ: uma comédia totalmente ficcional. O espetáculo é uma comédia irônica e mordaz sobre as relações de poder em um ambiente de trabalho: intriga, traição, inveja, assassinato. Até onde as pessoas vão para conseguir o que querem? Quando? Até 23 de junho, de sexta a domingo, sempre às 20h. Onde? Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551, sala 309). Quanto? R$20 inteira, R$10 meia, R$5 comerciários, cartão SESC e SENAC. Informações: facebook.com/CNPJumacomediatotalmenteficcional
São Luis – MA
O que? Arraial da Vila Palmeira. Agremiações folclóricas maranhenses, bumba meu boi, tambor de crioula e muita comida típica. Quando? Até dia 30/06 às 19h. Onde? Parque Folclórico da Vila Palmeira (Avenida dos Franceses, próximo ao Complexo Esportivo do Castelão). Quanto? Entrada livre.
TV
O que? Série A menina sem qualidades (leia abaixo) Quando? Segunda a quinta, meia noite. Onde? MTV. Informações: mtv.uol.com.br/programas/ameninasemqualidades/blog?categoria=a+menina+sem+qualidades]
Livro
A menina sem qualidades, Juli Zeh. Trad.: Marcelo Backes. Editora Record (546 págs.) Quanto? R62,00.
As grandes qualidades da “Menina sem Qualidade”
Um canal cult, um diretor descolado, um livro alemão e uma trilha sonora de primeira combinada com uma produção de cinema. Essa é a fórmula básica da “Menina sem Qualidades”, primeira série da MTV Brasil que estreou no dia 27 de maio. O 12º e último episódio vai ao ar essa sexta-feira (14) à meia noite.
Para quem não conseguiu acompanhar, calma! A MTV também arrasou na atualização do programa em seu site oficial (www.mtv.com.br) e é possível acompanhar separadamente todos os episódios, bem como ouvir a trilha sonora de cada capítulo.
Tecnicamente falando, a série é muito boa. Felipe Hirsch novamente se mostra brilhante em suas referencias literárias e o argentino Cortázar, com seu “Jogo da Amarelinha” é citado do início ao fim. A fotografia de Inti Briones e as excelentes atuações, em especial de Bianca Comparato, encheram a tela. As participações especiais são ilustríssimas: Dado Villas Lobo (pai de Selma) e Wagner Moura (pai de Alex).
Para quem ainda não assistiu aos créditos finais, a série é baseada no livro homônimo da escritora alemã Juli Zeh. Nela conseguimos acompanhar Ana, uma jovem de 16 anos extremamente inteligente e, é claro, a outcast da escola, que sofre bullying e impressiona os professores. O estereótipo mais repetido de toda a televisão, não? Não.
Ana é fruto de um lar desfeito, porém, em vez de se punir pelo pai ausente, ela sente falta do padrasto e não se dá bem com a mãe, uma doidinha que parece ainda não ter saído da adolescência psicológica. Atraída por Alex, interpretado brilhantemente por Rodrigo Pandolfo, os jovens parecem não se importar com o mundo ao redor e se envolvem num jogo – referenciando mais uma vez Cortázar – arquitetado para passar o tempo e testar as regras de comportamento dos envolvidos, principalmente do professor de Literatura da escola, Tristán, o bonitão do filme Medianeras.
Não dá para contar mais do que isso. A história é bem interessante. O roteiro, melhor ainda. Valeu muito a pena ficar acordada para assistir toda a série, principalmente para quebrar o tabu de quase vinte anos da falida “Malhação”, que, pelo menos a mim, nunca representou. (Patricia Blumberg)
Cristiane Tada