Sexta de friaca no Brasil todo. Por isso nossas dicas tem música para quem quer espantar o frio, teatro para animar, e filme para os que não querem arriscar sair do quentinho. A dica comentada fala de assunto sério e recomenda o filme e o livro que fala sobre os Black Blocks. Vamos nessa?!

MARINGÁ – PR

O que? Peça O Amor de Romeu e Julieta, da Cia Oficinas. Quando? 26/07 sexta, 27/07 sábado, às 20h30. Onde? Teatro Barracão (Endereço: Av Bento Munhoz da Rocha Netto, 7, Zona 07) Quanto? Entrada grátis. Mais informações: (44) 3218-6100.

GOIÂNIA – GO

O que? Cine Cultura exibe Mostra dedicada ao cineasta John Carpenter. No domingo, após a sessão com o filme Christine, haverá debate com o professor da FACOMB Daniel Christino, e no último dia da Mostra, após a exibição do filme Aterrorizada, o público poderá acompanhar o debate com o crítico de cinema do Jornal A Redação, Fabrício Cordeiro. Quando? 26/07 a 01/08, sábado e domingo às 17:30h e 19:30h. Onde? Cine Cultura – Centro Cultural Marietta Telles Machado (Praça Cívica, nº 2). Quanto? Entrada franca. Mais informações: (62) 3201-4670 e cineculturagoias.wordpress.com

PORTO VELHO- RO

O que? Festival Amazônia Encena na Rua. Espetáculos Dinto e Tonton, dois palhaços fujões; Pindorama: a saga de um Cristo; Ritmos de etiqueta alegria. Quando? Até 28/07 a partir das 19h. Onde? A partir das 19h na Arena Madeira Mamoré (Estrada de ferro Madeira Mamoré). Quanto? Entrada franca. Mais informações: facebook.com/amazoniaencena

PALMAS – TO

O que? 10º PMW Rock Festival. Com Gabriel, o Pensador, Autoramas (RJ) e bandas locais. Quando? 27 a partir 20h15 e 28/07 a partir das 18h15. Onde? Praia da Graciosa ( acesso pela Av. Juscelino Kubitschek, sentido Palmas/Paraíso, a 8 km do centro da cidade) Quanto? Entrada franca. Mais informações: pmwrockfestival.tnb.art.br

Filme

A “batalha de Seattle” tem muito a nos ensinar 

As gigantes manifestações de junho de 2013 ocorridas no Brasil trouxeram também um elemento novo que causou estranhamento e curiosidade durante os protestos. A atitude mais incisiva de alguns grupos contra as vitrines de grandes corporações (como lojas de grifes e redes de fast food) e símbolos do sistema financeiro internacional (como os bancos). Quem são aqueles que formam colunas de homens de preto, caminham em uma marcha uniforme, tem rostos tampados por máscaras e enfrentam diretamente a força policial? As opiniões rapidamente se dividiram. A imprensa tradicional logo criminalizou. Alguns portais, como o blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, publicou artigo mais explicativo sobre o bloco negro, mesmo assim faltando peças do quebra cabeça. Páginas no facebook pipocaram sobre o assunto, mas a dúvida continuou pairando principalmente no que diz respeito à ideologia política do grupo. Anarquistas? Punks? Comunistas?

Tentando entender, podemos dizer que o movimento antiglobalização dos Black Blocks ganhou corpo nos idos de 1999, durante dois episódios que ficaram marcados mundialmente como os Dias de Ação Global. Começou na cidade de Colônia, na Alemanha, em 18 de junho de 1999, quando haveria o encontro do G-8, o grupo dos líderes das nações mais ricas do planeta. Foi um dia internacional de ações diretas (esse o tipo de tática utilizada pelo grupo) dirigidas ao coração da economia global: os centros financeiros, distritos bancários e sedes de corporações multinacionais.

Toda essa energia que reuniu mais de 70 mil pessoas na Alemanha e milhares de outros pelo mundo tornou possível outra ação ainda mais ousada: impedir a realização da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) marcada para 30 de novembro de 1999 em Seattle, nos Estados Unidos. A “batalha de Seattle”, como ficou conhecido esse dia, encerrou de modo emblemático o século passado. Mais de 100 mil pessoas nas ruas. Os Black Blocks estavam lá, promoveram intenso confronto com a polícia, dividiram-se em grupos, planejaram táticas e junto a outros grupos, como pacifistas do meio ambiente e sindicatos, conseguiram provocar o fracasso da reunião da OMC e espalhar para o mundo uma luta antiglobalização que teria muitos outros capítulos ao longo dos anos 2000.

O site da UNE recomenda aqui um filme e um livro. O longa “A batalha de Seattle” não foca os Black Blocks e joga olhar mais amplo sobre como foram organizados os protestos e como as táticas usadas pelos manifestantes puderam bloquear avenidas e vias de acesso, impedindo a chegada dos delegados da OMC aos pontos de encontros da reunião. Já o livro “Urgência da ruas”, que faz parte da clássica Coleção Baderna, da editora Conrad, é um relato frenético do front. É uma coletânea de artigos, textos de fanzines, panfletos e e-mails trocados entre os manifestantes no calor dos protestos. Nem o filme, nem o livro vale teorias mais elaboradas a respeito desse movimento. No entanto, é um bom começo para entender sem ler jornais. (Rafael Minoro)

Livro “Urgência das ruas”

Editora: Conrad

Preço: R$ 31

Como comprar: lojaconrad.com.br/lojas/conrad/__Detalhes.cfm?produto=RQ19361

Filme: A batalha de Seattle

Cristiane Tada