Nesta terça-feira (13/01), aconteceu o primeiro protesto contra o aumento da tarifa de ônibus no município de Florianópolis (SC). O transporte público na cidade aumentou de R$ 2,75 para R$ 3,10. “Inadmissível que seja o segundo aumento em menos de um ano, tendo em vista que a qualidade do transporte não melhora, os funcionários do sistema de mobilidade recebem aumentos pífios, e sem contar que as discussões sobre o consórcio Fênix – explorador do transporte que deveria ser público e gratuito – nem chegaram na população”, ressaltou o presidente da União Catarinense de Estudantes (UCE) Yuri Becker.
O estudante se refere ao do contrato de concessão do consórcio Fênix para exploração do transporte coletivo na cidade. O consórcio foi o único a apresentar propostas num controverso edital de licitação.
O ato reuniu centenas de pessoas em frente ao Terminal de Integração do Centro (Ticen). Participaram além da UCE, integrantes do Movimento Passe Livre e uma série de movimentos sociais de Florianópolis.
Além do custo elevado e da ineficiência, o principal problema de mobilidade pública na capital é a falta de integração entre as linhas. A ilha principal que compõe a cidade tem 80 km de norte a sul e “às vezes para ir de um lugar ao outro precisamos gastar 4 passagens”, explica Yuri.
Além disso, ele lembra que a meia-tarifa para estudantes durante as férias, fins de semana e feriados foi cortada no fim do ano passado, inviabilizando ainda mais o acesso à cidade. “Este protesto foi só o começo, a luta vai continuar”, afirmou o presidente da UCE.
Cristiane Tada