O presidente da União Nacional dos Estudantes, Daniel Iliescu, participou na noite da última quarta-feira (05/09) do ato “Brasil está com Chávez”. Organizado por movimentos sociais e partidos políticos em apoio à reeleição do presidente Venezuelano, o encontro na Casa de Portual, no bairro Liberdade, em São Paulo, reuniu personalidades como o escritor Fernando Morais e o representante da direção nacional do MST, João Pedro Stédile.

Daniel disse que a América Latina se tornou um laboratório de experiências avançadas com governos de esquerda, que implicam, inclusive, em parcerias importantes para a educação, como a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

“O acúmulo de forças dos movimentos sociais é o que está em jogo. A eleição de Chávez é o caminho para aprofundar as transformações na América Latina”, ressaltou o presidente da UNE.

Já Stédile alertou os presentes para que o que está em jogo é uma “luta de classes continental, uma luta ideológica” que, segundo ele, coloca de um lado o candidato da direita Henrique Capriles, “um puxa saco medíocre dos americanos ligado aos interesses dos Estados Unidos” e, de outro lado, Hugo Chávez, que representa “um projeto alternativo e popular para os povos da América Latina retomarem o destino em suas mãos”.

Fernando Morais critica imprensa

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O escritor Fernando Morais criticou a cobertura da imprensa brasileira sobre as eleições na Venezuela. Para ele, os veículos daqui deram no máximo uma nota de rodapé a respeito de uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) que diz que o país governado por Hugo Chávez tem a menor desigualdade social do continente.

“Fui a uma entrevista no Jô Soares e levei uma bandeira. Ele me perguntou se era do Brasil, eu disse que não, que era da Venezuela. Ai ele perguntou por que? Eu falei: porque sou chavista!”, contou o escritor, afirmando que todos precisam dizer e explicar porque são chavistas para desmitificar o que se criou em tornou do presidente venezuelano.

“Na Venezuela não tem um preso político, um preso sequer por consciência, então lá é uma revolução transformadora e democrática”, pontou o biógrafo do fundador dos Diários Associados, Assis Chateaubriand. Morais aproveitou para contar uma anedota para ilustrar como tem funcionado a imprensa no Brasil:

“O Chateaubriand tinha divergências com o arcepisbo de Belo Horizonte d. Antônio dos Santos Cabral e ligou para o jornal do qual era dono e deu a ordem para escrever um artigo em que falaria que o arcebispo tinha estuprado a própria irmã. Chateaubriand ligou depois e quis saber a quantas andava o artigo. O editor do jornal disse que tinha pesquisado a vida de Cabral e descobriu que ele não tinha irmã”, contou. O fim da história é que o magnata da comunicação, o “Cidadão Kane brasileiro”, soltou um pérola: “Isso é problema dele e não do jornal”.

Atividade cultural encerra ato

Ao fim do ato, o grupo venezuelano e bolivariano Tambores Bombayá (ouça uma música deles: http://bit.ly/NEssPe), trouxe para o Brasil o ritmo da percussão afro-venezuelana. Já a atração brasileira ficou por conta de Thobias da Vai-Vai, e a apresentação do cantor e compositor Pedro Munhoz, que compôs o jingle da Campanha brasileira em apoio a Chávez (ouça aqui: http://bit.ly/PSEJSj).

Chávez agradece apoio brasileiro

Rafael Minoro