Quase mil estudantes da FATEC Cariri, em Juazeiro do Norte, interior do Ceará, estão há 19 dias paralisados. Eles já organizaram várias manifestações por melhores condições de ensino na instituição. De acordo com o presidente do Centro Acadêmico do curso de Irrigação e Drenagem, Jouynbert Rodrigues Ferreira, há um ano eles tem reivindicado melhorias e são ignorados pela direção da instituição.

As FATEC – Faculdades de Tecnologia CENTEC, são instituições de ensino e pesquisa, localizadas no interior do estado do Ceará, que oferecem cursos regulares para a formação de técnicos de nível médio e de tecnólogos de nível superior.

“Aqui são 12 cursos entre técnicos e tecnicólogos. Praticamente 50% das nossas aulas são práticas. Precisamos de uma verba mensal para manutenção dos laboratórios, experimentos, análises. Estudantes estão tendo que tirar dinheiro do próprio bolso para fazer as aulas práticas, e quem não tem não faz”, afirmou o representante dos estudantes.

Jouynbert reclama ainda do descaso do Diretor Presidente da Instituição, Francisco Férrer Bezerra, com as reivindicações e com o ‘movimento’ dos estudantes. “A coordenação se omite e só diz que não tem dinheiro para nada. Ontem o Dr. Férrer esteve aqui e pediu simplesmente para voltarmos às aulas. Não apresentou nenhuma proposta”, afirmou.

De acordo com o estudante a situação é desoladora e a Faculdade afirma não ter dinheiro nem para comprar papel higiênico para os banheiros ou para fazer cópias para as provas dos alunos. Ele afirma ainda que os estudantes não entendem os gastos da Faculdade.

As principais reivindicações deles são:

Pela aquisição de um ônibus para transporte dos estudantes, que contam apenas com uma Kombi velha que utilizam em visitas técnicas;

Por uma verba mensal de 2 mil reais mensais para as aulas práticas de cada curso; custos de sustâncias para o laboratório, por exemplo– de acordo com o estudante ultimamente foi utilizado até mesmo material vencido;

Renovação da sala de computação. Dos 24 computadores da sala apenas 3 funcionam e os estudantes chegam a dividir uma máquina em 8 alunos;

Segundo o representante dos estudantes sem essas melhorias não há como voltar para a sala de aula. “Já teve estudante que se formou e não consegue emprego pela falta de prática”, destacou. E continuou: “fomos chamados de incapazes de organizar uma mobilização. Estamos sendo xingados dentro da Faculdade, mas temos feito manifestações legítimas e pacíficas com apoio das pessoas nas ruas”.

Da Redação