Cerca de 200 estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) realizaram na última terça-feira (13) uma manifestação contra o aumento proposto de 9,8% no valor das mensalidades. A movimentação matutina precedeu um grande ato que foi organizado para o mesmo dia às 20h.
Para a vice-presidente da UNE, Clarissa Alves da Cunha, que está participando das mobilizações, a reitoria da universidade precisa entender que “a educação não é um produto, é um direito”. “O estudante não deve ser tratado como interesse da instituição, lutamos pela democracia interna. Nós, do movimento estudantil, vamos estrar sempre nessa luta”, afirmou Clarissa.
Segundo o estudante da PUC-Minas, Marcelo Coelho, a greve de ônibus na cidade atrapalhou um pouco. “Mesmo com a greve conseguimos percorrer pelas unidades e estamos em processo de negociação. Já conseguimos que a reitoria aumente a bolsa de monitoria de 300 a 400 reais”, explicou.
Nos últimos três anos, as mensalidades acumulam um aumento de quase 25%, muito acima da inflação. Além do aumento abusivo, os estudantes também denunciam a precariedade da estrutura e dos laboratórios da universidade e a precarização do trabalho dos professores. A primeira manifestação desse ano aconteceu no dia 1º de março, quando os estudantes paralisaram a maioria das aulas e ocuparam as ruas do campus exigindo a revogação do aumento não justificado.
Mariana Ortiz