Na última terça-feira (15/10), data em que o Dia dos Professores é comemorado no Brasil, mais um protesto reivindicou a melhoria da educação e valorização dos profissionais do ramo no Rio de Janeiro. Ás 17h, cerca de 50 mil pessoas ocupavam a região da Candelária, no centro do estado.
Estudantes, professores e servidores públicos tomaram todas as faixas da Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia, também na região central. Unidos em torno de pautas como a criação de um novo plano de cargos e salários construído de forma coletiva com os representantes dos profissionais da educação, desmilitarização da polícia, 10% do PIB para a educação e mais investimentos no setor educacional, os manifestantes marcharam de forma pacífica.
Para a presidenta da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ), Tayná Paolino, o protesto marcou a história dos professores e estudantes no Rio de Janeiro. ‘’Foi um dia muito especial. Ver o povo na rua reivindicando educação de qualidade para todos, e principalmente apoiando os professores em sua greve, foi muito bonito de se ver’’, contou.
Segundo nota divulgada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE), a população apoiou os educadores e participou da marcha, que ocorreu sem qualquer transtorno.
Por volta das 20h o ato chegou ao fim. No entanto, após o encerramento da manifestação, ocorreram atos de violência com a polícia militar reprimindo manifestantes que permaneceram na área da Cinelândia e atacando um acampamento do movimento.
Ao menos 45 pessoas, foram detidas durante o confronto. Dois ônibus também deixaram a Câmara Municipal com ativistas que estavam no “Ocupa Câmara”, acampamento feito há mais de dois meses no local, que foi desfeito em uma ação do Batalhão do Choque por volta das 23h.
‘’A nossa luta é justa. É injustificável a repressão que o movimento social vem sofrendo. Seguimos em frente e não aceitaremos violência como resposta’’, afirmou Tayná.
Renata Bars