Estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) paralisaram as atividades no principal campus da instituição, em São Luís, na manhã desta terça-feira (03/12). Os acadêmicos trancaram a entrada do Bacanga e não deixaram ninguém entrar. Na manhã de segunda-feira (02/12) o protesto foi um dos maiores desde que se iniciou o movimento que reivindica o prédio de moradia universitária dentro do campus. Cerca de 100 estudantes bloquearam os dois sentidos da Avenida dos Portugueses, na altura da Barragem do Bacanga.

O movimento começou depois que a Reitoria da Universidade mudou de planos e resolveu utilizar o prédio que seria uma Casa do Estudante e acomodaria 60 pessoas, em um Núcleo que vai prestar assistência de saúde para os alunos.

De acordo com a estudante de História, Rimilla Queiróz, a demanda por assistência estudantil é muito ampla na universidade, que tem um quadro grande de estudantes do interior do Estado.

O estudante de Ciências Imobiliárias, Diegon Viana, explica que a revolta é porque a verba já chegou com destinação certa para a moradia estudantil e depois de uma indefinição o projeto foi modificado. Ele afirma que em São Luís são apenas 3 moradias universitárias, duas masculinas e uma feminina num universo de quase 45 mil alunos.

GREVE DE FOME

O movimento ganhou força desde a última terça-feira (26/12), quando o estudante do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Josemiro Oliveira, entrou em greve de fome e ficou acorrentado ao prédio onde seria construída a Casa do Estudante, dentro da UFMA. Após cinco dias de greve de fome, ele passou mal e foi levado para receber atendimento no Hospital Universitário na tarde de sábado (30/12). Outro estudante, Daniel Fernandes, deu continuidade ao protesto, também se acorrentou e iniciou greve de fome. Na tarde deste terça-feira (03/12) Fernandes foi removido por uma junta médica, contra a sua vontade, do seu lugar de protesto.

No instante em que o estudante Daniel foi retirado, o estudante de Ciências da Computação, morador de casa de estudante Rômulo Ricardo, oriundo da cidade de Codó assumiu o lugar que antes foi ocupado por Josemiro e Daniel.

Rômulo também declarou greve de fome e disse que assim como os outros – que ainda estão sem se alimentar, mas agora sob cuidados médicos – só vai por fim ao protesto quando o reitor Natalino Salgado Filho devolver a casa para a ampliação da moradia estudantil. As informações são do DCE da UFMA.

O Diretório divulgou uma nota em que diz que Josemiro iniciou uma luta que é de todos. “Uma luta contra o autoritarismo de um reitor, uma luta pela ampliação das políticas de assistência estudantil na UFMA, pela entrega da Casa dos Estudantes nos campi e pela democracia na Universidade”, diz o texto.

ASSEMBLEIAS E PARALISAÇÕES

O curso de Ciências Sociais, Serviço Social e todos do Campus de Bacabal já deflagraram greve. Estão acontecendo assembleias gerais e dentro dos cursos para decidir os rumos do movimento. Até agora os alunos dizem que não existe nenhuma negociação entre a Reitoria e os manifestantes que estão acampados em frente ao prédio onde seria construída a Casa do Estudante. Segundo os alunos o acampamento continua até que a Reitoria volte atrás e mantenha a Casa do Estudante no prédio.

Com informações do DCE UFMA e do G1