Cerca de 200 estudantes da Universidade do Estado do Pará (UEPA) do campus de Altamira, no Sudoeste do estado fecharam os portões do prédio e ocuparam a avenida de acesso à instituição na última terça-feira (3/03). O motivo do protesto foi a falta de professores no campus além da falta de estrutura física para os estudantes poderem desempenhar os estudos e poderem contribuir com a comunidade em torno da UEPA.
Os estudantes do último ano de Engenharia Ambiental denunciaram a falta de professores que agora está afetando na elaboração dos TCCs, pois não há orientadores. Outra questão enfrentada é a falta de laboratórios para os cursos e também a falta de transporte coletivo para levar os estudantes às visitas técnicas, na situação real são os próprios alunos que pagam o transporte para poderem ir a campo poder estudar.
“Nós já entramos com medidas no Ministério Público Estadual denunciando o descaso da UEPA com os estudantes, no entanto, a reitoria justifica a justiça mostrando o orçamento muito limitado que a Universidade tem”, afirma Emílio Soares, presidente do Diretório Acadêmico do Campus.
O coordenador administrativo do campus esclareceu que a Universidade só disponibiliza R$2.240 para a manutenção mensal do prédio em Altamira e fez uma denúncia importante de que o orçamento da Universidade para fins de investimento era cerca de R$13 milhões em todo o estado, mas o governo do estado cortou para cerca de R$700 mil o que deu para concluir apenas uma obra no campus de Marabá.
A UEPA possui 20 campi e para os estudantes esse corte gigante no orçamento mostra que para o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), a educação não é prioridade e está longe de ser. “Retrato disso são as escolas de Ensino Médio que estão mais sucateadas que a própria UEPA”, afirma Emílio.
Após o ato os portões foram abertos e foi encaminhado a demanda dos estudantes para o reitor. “Já tem uma mobilização marcada para o dia 19 de março em todos os campi do interior, se os problemas não forem resolvidos”, finalizou.
DA – UEPA Altamira