Na última quinta-feira (13/03), uma manifestação em frente à estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, lembrou os 50 anos do Comício pelas Reformas, convocado pelo então presidente João Goulart e apoiada por movimentos sociais como a UNE e o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT).

O comício foi uma proposta do próprio Jango como forma de pressionar o Congresso Nacional a aprovar as chamadas reformas de base: agrária, eleitoral, educacional, política, entre outras.

“Hoje, 50 anos depois, conseguimos resistir a uma dura ditadura e nos últimos 10 anos tivemos bastantes avanços democráticos, porém muitas das reformas de bases propostas naquela época ainda estão muito atuais”, destacou o vice-presidente da UNE, Mitã Chalfun.

O estudante destaca algumas conquistas como a reforma universitária que democratizou as universidades. “Mas ainda não temos conselhos paritários, ainda não votamos direto para reitor e diretor, o setor privado ainda não é regulamentado e os currículos não atendem a uma formação libertadora. Existem reformas que hoje são essenciais para continuar avançando na nossa democracia, como a reforma política, reforma agrária popular, a reforma da mídia e a desmilitarização das policias”, destacou.

O ato do dia 13 foi convocado pela Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, centrais sindicais e movimentos sociais. Para Mitã, o ato mostrou que os sonhos e ideologias ainda continuam vivos para várias gerações de militantes e reafirmaram um passado, um presente e um futuro de muita luta. “Não podemos recuar em nada na nossa democracia não vamos permitir o avanço de movimentos conservadores que criminalizam os movimentos sociais. Cinquenta anos depois os/as trabalhadores e os /as estudantes se reúnem na Central para dizer que estamos em muita unidade para conquistar as reformas estruturantes que a sociedade brasileira precisa”, afirmou.

Com informações da Rede Brasil Atual