Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve nesta quinta-feira (8/8). A presidenta da UNE, Vic Barros participou da Assembleia convocada pelo Centro Acadêmico 11 de Agosto, uma das entidades fundadoras da UNE. Na pauta, problemas com matrícula e a grade curricular. A greve foi aprovada por cerca de 400 alunos.

“Este é um debate que se relaciona com a qualidade do curso, tão perseguida pelo conjunto do movimento estudantil. A UNE está com os estudantes do Largo São Francisco nesta causa”, afirmou Vic.

Os alunos reclamam que não há oferta de disciplinas optativas suficientes, nem a quantidade de vagas necessárias por matéria.

Com isso, haveria dificuldades para completar o número de créditos necessários para graduar-se. A situação seria ainda mais grave para os alunos do último semestre, prestes a se formar.

Os estudantes também reclamam que não conseguem se matricular em aulas em períodos em que não estão matriculados. Um aluno que estuda de manhã não pode, agora, cursar disciplinas no período noturno, por exemplo.

Além disso, determinadas disciplinas exigem que os alunos tenham cursado previamente outras matérias, as notas destas, entretanto, ainda não foram divulgadas, impedindo a matrícula de diversos estudantes.

Alexandre Ferreira, presidente do Centro Acadêmico 11 de Agosto explica que além desses problemas emergenciais, eles querem um compromisso da direção com reforma da grade que seja mais adequada para a formação de um jurista. “Também estamos pressionando para que a Congregação [instância máxima da Faculdade] aprove em outubro uma reforma da grade que contemple não só a oferta de mais créditos e novas disciplinas, mas também a reformulação do plano político-pedagógico do curso de Direito”, diz Ferreira.

Os estudantes grevistas vão realizar uma Audiência Pública sobre o assunto na quarta (17/08) de manhã. Estarão presentes o diretor da Faculdade e a Comissão de Graduação.

Da Redação com informações da Folhapress