Estudantes e professores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH – USP Leste), localizada em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste da capital paulista, entraram em greve na última terça-feira (10/09) para protestar contra a contaminação do solo. Os prédios da universidade foram construídos em um terreno, que durante anos foi usado como depósito para o lixo retirado do Rio Tietê. A USP Leste tem seis mil estudantes matriculados em dez cursos.

A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) deu a licença de operação no ano passado, sete anos após a Universidade começar a funcionar, e exigiu uma série de medidas como a instalação de bombas para retirar o gás metano do solo.

Na última quarta-feira (11/09), estudantes, professores e funcionários reuniram-se com o diretor da universidade, José Jorge Boueri Filho, para pedir seu afastamento.

Na manhã da última quinta-feira (12/09), ocorreu uma assembleia dos funcionários – que trabalham na secretaria, contabilidade, finanças e laboratórios – para decidir os rumos da paralisação. Ficou decidido que a mobilização será parcial, ou seja, os funcionários irão manter os serviços essenciais.

Os estudantes afirmam que só voltarão às aulas após a USP Leste resolver o problema ambiental no campus e alegam ter medo de permanecer por lá devido ao risco de explosão.

Da Redação