A série de atos contra os aumentos abusivos de mensalidade praticados pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE) vem ganhando força. Na noite desta quarta-feira (30/05), foi a vez dos universitários do campus Vila Maria promoverem uma grande mobilização pacífica, que reuniu mais de 500 pessoas.
Mais uma vez, os apitos, narizes de palhaço e cartazes entraram em cena e, a partir das 20h, junto aos gritos de “chega de aumento”, ocuparam o campus da universidade. Ao mesmo tempo, um “tuitaço” mobilizou a rede social Twitter com a hashtag #UninoveNÃOé10.
O aumento das mensalidades se dá de forma silenciosa, por meio da redução de“descontos” oferecidos pela universidade com o avanço dos semestres. Há cursos nos quais o acréscimo chega a R$100,00.
Além de provocar a evasão, prejudicando a permanência dos estudantes no ensino superior, o aumento não oferece os investimentos necessários para a estrutura da universidade, como bibliotecas, novos equipamentos para laboratórios, corpo docente qualificado e atendimento. A UNINOVE é o terceiro maior grupo educacional do país, sendo a maior instituição de ensino superior privado em São Paulo, formada por mais de 100 mil alunos.
Nova manifestação ocorre hoje
O presidente da UEE-SP, Alexandre Silva, esteve presente nas duas mobilizações e participará de outro ato, marcado para a noite de hoje, na UNIVNOVE Vergueiro. “O movimento estudantil está unido contra os tubarões do ensino e em defesa de uma educação de qualidade! Mais um dia de grande mobilização dos estudantes. Mas a luta não pode parar”, avaliou.
O ato de hoje acontecerá na sede da reitoria da instituição. A concentração começa às 18hs, com a confecção de cartazes com palavras de ordem, passagem de sala em sala e convocação dos estudantes com distribuição de apitos e narizes de palhaço.
Confira como chegar
Violência durante manifestação

Na noite de terça-feira (29), durante o ato no Campus Memorial da UNINOVE, houve repressão por parte dos seguranças da instituição que agrediram o presidente daUEE-SP, Alexandre Silva. O estudante realizou um boletim de ocorrência relatando as agressões no 7º Distrito Policial no bairro da Lapa.
Indignado com o tratamento truculento oferecido pela UNINOVE que, em nenhum momento abriu diálogo com os estudantes, Alexandre foi categórico. “Um aviso aos tubarões de ensino: a UNE e a UEE-SP não se intimidarão diante das agressões. Pelo contrário, intensificaremos a luta”.
Thatiane Ferrari (UEE-SP)