Desde 2009, com a abertura de novos cursos e a implantação do REUNI, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) tem tido um aumento considerável no ingresso de mulheres em seus campi. Porém, a criação de vagas nos alojamentos femininos não acompanhou a crescente demanda.

Hoje a UFRRJ disponibiliza apenas 25 vagas, ao passo que 300 estudantes solicitaram permanência na moradia estudantil feminina.

Como forma de pressionar a administração da universidade, cerca de 200 estudantes realizaram um ato no último dia 12, que culminou com a ocupação do Hotel Universitário, no campus sede, em Seropédica.

Em matéria veiculada no último jornal do DCE da universidade, os estudantes constituem a ocupação como uma medida emergencial visando chamar a atenção da administração, além de conscientizar e envolver a comunidade estudantil como um todo.

Para a reitoria, o problema seria solucionado transformando um dos alojamentos masculinos em feminino. Contudo, os estudantes alegam que tal medida apenas sobrecarregaria as demais moradias masculinas, sem resolver de fato a demanda de alojamentos femininos, que cresce a cada semestre.

Segundo uma das integrantes da coordenadoria do DCE, Jéssica Ribeiro, a ocupação faz-se necessária para a conquista de mais moradias. ‘’ A UFRRJ tem uma comunidade discente de 60% de mulheres e mesmo assim o alojamento masculino tem o maior número de vagas. Visto que muitas meninas desistem da universidade por falta de moradia, lutar por esse direito é fundamental’’, declarou.

Em reunião na próxima sexta-feira (27), o Conselho Universitário (CONSU) decidirá quanto aos rumos da ocupação do hotel. ‘’A ideia é que não haja desocupação e o espaço seja utilizado como um novo alojamento feminino’’, finalizou Jéssica.

Além da falta de estrutura nos alojamentos, outras pautas como segurança, iluminação, falta de livros na biblioteca e o escasso acesso à internet também serão levantadas.

Renata Bars