A Polícia do Rio de Janeiro prendeu no sábado (12/07) 19 pessoas sob a alegação de que elas iriam realizar protestos no domingo durante o último jogo da Copa do Mundo.
Dois deles são adolescentes, e foram presos por envolvimento em atos violentos, durante manifestações de rua ocorridas no Rio de Janeiro.
Foram expedidos pela Justiça o cumprimento de um total de 26 mandados de prisão.
Os presos respondem pelo crime de formação de quadrilha armada, com pena prevista de até três anos de reclusão.
As entidades estudantis cariocas se manifestaram frisando que protestar, manifestar-se e organizar reuniões são direitos constitucionais.
A União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) declarou que as prisões constituem ato eminentemente político e criam perigoso precedente: “a privação da liberdade individual passa a ser objeto de decisão fundada em previsões e no cálculo relativo ao interesse dos poderes do Estado.” Para eles foram golpeados direitos elementares individuais e de livre manifestação. A entidade marcou também vai marcar presença na plenária unitária pela libertação dos presos políticos que acontece nesta segunda-feira, no final da tarde, no centro do Rio de Janeiro.
O DCE da Universidade Federal Fluminense (UFF) também se manifestou através de nota de repúdio caracterizando as prisões como “um ataque a nossa constituição e um resgate de práticas autoritárias e anti-democráticas usadas pelo regime militar.”
A União Nacional dos Estudantes subscreve a opinião das entidades estudantis e não vai aceitar a criminalização dos movimentos sociais. A UNE acredita que o Estado democrático é um espaço de liberdade e de embate de opiniões.
Da Redação