A construção de um modelo democrático para o financiamento de campanhas eleitorais foi tema de uma das mesas do seminário de reforma política da Bienal da UNE nesta segunda-feira (2), no Largo Pasárgada (Fundição progresso).
Estudantes, trabalhadores e partidos do campo progressista defendem o fim do financiamento de empresas no processo eleitoral como uma medida de combate à corrupção e à troca de interesses entre os poderes econômico e político.
“Os representantes deste país são cada vez mais escolhidos pelo dinheiro e pela estrutura de suas campanhas, e não por suas ideias e propostas”, criticou o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), que apontou “grande falta de conexão entre a atual classe política e o povo”.
A deputada federal Luciana Santos (PC do B-PE) mencionou a importância de fortalecer as instituições em detrimento dos interesses privados, e deixou a provocação repetida pelos movimentos pró-reforma: “Se empresa não vota, por que financia?”.
O financiamento de empresas a campanhas políticas chegou a ser proclamado inconstitucional numa ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Porém, a decisão foi suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A campanha “Devolve Gilmar” foi lembrada durante o debate.
Também participaram da mesa o representante do Partido Pátria Livre (PPL) Márcio Cabreira, o membro da Secretaria Executiva do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva Ricardo Gebrim e o representante do Partido Comunista Revolucionário (PCR) Esteban Crescente.
Da Redação