Nem o frio e a fina garoa que caía sobre a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, espantaram as quase 1.200 pessoas que se reuniram em frente à Biblioteca Pública, na última sexta-feira (6/7) para marchar por uma educação pública e de qualidade.
A mobilização fez parte da agenda de lutas das universidades federais em greve, contando com a presença de estudantes, professores, servidores, sindicalistas, militantes e ativistas de diversas cidades gaúchas.
Com carros de som, faixas e banners, a marcha passou pela 8ª Coordenadoria Regional de Educação e pela Prefeitura, reivindicando uma educação livre, social e cidadã com a aprovação dos 10% do PIB a serem investidos no setor.
Entre as entidades que participaram da marcha, estavam DCE UFSM, Comando de Greve dos Estudantes da UFSM, DCE Unifra, Sindicato dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasef ), Sindicato dos Servidores Públicos Federais ( Sindiserf), 2º Núcleo do Cpers, Coletivo Afronta, Práxis, CSP-Conlutas , Coletivo de Resistência Artística Periférica (CORAP), Movimento Nacional de Luta Pela Moradia (MNLM) , Coletivo Voe e Rede de Educação Cidadã (RECID).
GREVE EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E DA UNIVERSIDADE BRASILEIRA
A greve dos professores das universidades federais e de alguns Institutos Federais de Educação (IFETs) teve seu início no dia 17 de maio. Hoje, completando 56 dias de paralisação há ameaça de corte de ponto de professores com apenas uma reunião realizada junto ao governo. Ao todo são 56 das 59 universidades federais em greve.
A UNE entende que a causa levantada pelos docentes e funcionários técnico-administrativos é justa e fundamental para a construção de uma educação pública e de qualidade e por isso apóia as paralisações.
Renata Bars