Junto com Santa Catarina e Piauí, mais um estado brasileiro se mobiliza para lutar contra o aumento nas tarifas de ônibus. Estudantes de Palmas, no Tocantins, estão se organizando, desde o segundo semestre do ano passado, quando o Conselho Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (CMTTM), decidiu pelo reajuste no valor da tarifa de transporte público,de R$ 2,20 para R$ 2,50. No ultimo dia 15 de fevereiro um protesto foi realizado na cidade e outra mobilização, ainda sem data confirmada, está sendo preparada para o próximo mês.
De acordo com o presidente do DCE da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Felipe Carvalho, o transporte público deve ser tratado como política pública e não como perspectiva de lucro por parte do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Seturb). “Reivindicamos o não aumento da passagem, como também a melhoria do sistema, instalação de ar-condicionado na frota, melhoria dos terminais de integração, mais ônibus nas linhas alimentadoras e a comercialização da meia passagem nas férias entre outras reivindicações”, diz o líder estudantil.
O aumento de 13,64% foi proposto pelo Seturb. De lá pra cá, foi conseguida na justiça uma liminar para suspender o aumento da tarifa, mantendo seu valor em R$ 2,20, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A liminar foi cassada no dia 15/02/2012 pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, quando o DCE-UFT e a União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Palmas (UMESP), juntamente com a UNE, UBES e Casa do Estudante reuniram cerca de 150 pessoas em uma manifestação contra o aumento da tarifa.
Agora, com o projeto de aumento da tarifa sancionado pelo prefeito, Raul Filho, os estudantes buscam, por meio de manifestações, sensibilizá-lo a reavaliar sua decisão quanto ao reajuste. “Estamos preparando uma grande mobilização para quando o recesso das universidades terminar”, disse Felipe.
Renata Bars