Aconteceu na noite na última quarta-feira (4/3), em Brasília, o lançamento do 12º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O encontro ocorrerá de 13 a 16 de outubro na capital paulista. A presidenta da UNE, Vic Barros, esteve presente na ocasião e desejou um Congresso vitorioso para entidade. “A CUT pode contar com os estudantes. Estaremos juntos na linha de frente das batalhas que virão em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo desenvolvimento do Brasil e pela soberania do nosso país”, destacou Vic.
Sindicalistas de vários locais do país, representantes de outras centrais, parlamentares e ministros também participaram do lançamento do chamado Concut. Um seminário sobre política econômica e reforma política antecedeu a apresentação do evento.
Durante o seminário, o presidente da Central, Vagner Freitas, afirmou que a CUT construirá uma plataforma de desenvolvimento econômico juntamente com os movimentos sociais e economistas para apresentar à sociedade e à presidenta Dilma Rousseff nos próximos dias.
“A CUT irá conversar com economistas brasileiros que não tem concordância com aspectos da política econômica em curso a partir do Ministério da Fazenda e com a qual a Central também não concorda. Vamos construir e apresentar soluções a partir da experiência da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, junto com o conteúdo da Academia, se contrapondo a essa ordem econômica mundial, de Davos, do Banco Mundial, do FMI que têm receituário igual em todos os lugares, de corte de custos, de não investimento e que gera desemprego, retrocesso na economia e afeta o bem-estar dos trabalhadores”, explicou.
Os ministros Miguel Rosseto (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Manoel Dias (Trabalho) ressaltaram a importância da CUT para a consolidação da democracia, criticaram a tentativa de golpe que setores conservadores tentam viabilizar e apontaram conquistas dos últimos 12 anos.
Dias destacou a atuação da CUT ao longo dos anos dentro do regime democrático. “É com a democracia que o trabalhador luta por seus direitos, propõe e reivindica. O melhor local para empreender a luta é a rua, e só na democracia é possível usá-la como campo de batalha”, pontuou.
A central já tem uma série de eventos programados para os próximos meses. Na semana que vem, dos dias 9 a 11, ocorre a jornada de lutas da agricultura familiar. Em seguida, na sexta-feira (13), junto com a UNE, a UBES e diversos movimentos sociais como o MST e a FUP, haverá um ato nacional em defesa da Petrobras, da manutenção de direitos sociais e pela reforma política.
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Da Redação