Na noite desta segunda-feira (4), mais de mil estudantes realizaram no piso vermelho da Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André uma assembleia para debater a paralisação nacional dos professores.

Em apoio à greve dos servidores docentes e técnico-administrativos (Tas) da UFABC os estudantes deflagraram greve por tempo indeterminado. 

Presente no ato, o presidente da UEE-SP Alexandre Silva leu a nota oficial da UNE em defesa da educação e da universidade brasileira. “Nós temos uma posição de apoio à greve das universidades federais 2012 de professores e TAs, mas devemos colocar também nossa pauta de luta”, pontua.

Segundo o presidente do diretório acadêmico, Johnny Bispo, durante a assembleia foi nomeado um comando de greve para tratar da situação dos estudantes. “Vamos nos reunir para traçar uma plataforma de reivindicação estudantil. Vamos conversar com a reitoria e pedir a suspensão do quadrimestre”, explica. 

Para auxiliar os estudantes que ainda possuem dúvidas sobre a greve e os procedimentos que serão adotados pela universidade durante a paralisação, o DCE criou um FAQ. Por meio deles os dirigentes estudantis sanarão as questões.

 

Uma passeata foi convocada para esta quarta-feira (6) às 12h30.”Convidamos os professores e os técnicos administrativos a marcharem junto com a gente. Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade e da mídia para os problemas que existem dentro das instituições federais”, aponta a presidente do DCE da UFABC, Josiane Manteiga de Oliveira.

Educação: todos por um

Em uma assembleia realizada no dia 31 de maio, cerca de 90% dos professores da rede federal decidiram participar da greve. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), o aumento reivindicado é de 22,08%, reajuste referente à inflação e variação do PIB desde 2010.

A resolução de uma plenária realizada hoje pelos técnicos-administrativos foi a paralisação a partir da próxima segunda-feira (11) por tempo indeterminado. A implementação do novo plano de carreira reivindicado também pelos professores e técnico-administrativos além de afirmar seus direitos, assegura a qualidade do ensino superior público em todo o país.


 

Com a entrada dos docentes da UFABC na paralisação nacional que acontece desde o dia 17 de maio, o número de instituições em greve cresce para 53.

Confira imagens da assembleia no Flickr da UEE-SP: http://migre.me/9n1Pp 


Thatiane Ferrari (UEE-SP)
Foto: Leandro Chemalle