Uma semana após os alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) entrarem em greve por melhorias na oferta de aulas, o diretor em exercício, Paulo Borba Casella, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, (16/8). Após pressão dos alunos para uma reunião extraordinária da Congregação, órgão máximo da faculdade, ele desistiu do cargo porque acredita que não poderá tomar a maioria das decisões exigidas até o fim de seu mandato. No entanto, apesar da renúncia, Casella afirmou em entrevista ao jornal Estado de São Paulo que a “universidade não vive uma crise grave”.

Com a renúncia, foi convocado para o cargo de diretor o decano da faculdade, Miguel Reale Júnior. Apesar de estar em licença-prêmio, Reale pode assumir se quiser. Se declinar, a próxima a ser convocada será a professora Odete Medauar, titular de Direito Administrativo.

O presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, Alexandre Ferreira, acredita que quem deve assumir é a professora Odete Medauar, que ele espera estar “mais aberta ao diálogo”. Ele afirmou que a situação repercutiu e demonstrou a força dos estudantes. “Foi uma surpresa, mas mostrou como temos força mobilizados juntos para conseguirmos avanços rápidos”, destacou.

Em reunião realizada na quarta-feira, 14/08, com o professor Heleno Torres, presidente da Comissão de Graduação, os alunos afirmaram que se não houvesse uma convocação para uma congregação extraordinária para tratar das pautas estruturais da faculdade, seriam colhidas assinaturas para que a reunião extraordinária fosse realizada.

Alexandre afirma que a greve continua. “Avançamos já em alguns pontos, mas temos outros para serem debatidos. Estamos na reta final para conseguir as assinaturas para conseguir uma reunião de congregação”, explicou.

Com informações do Estadão