Estudantes da Universidade Gama Filho e da UniverCidade, saíram em protesto contra o Grupo Galileo Educacional no fim da tarde desta terça-feira (07/01) da Candelária, região no central do Rio de Janeiro, seguem pela Avenida Rio Branco e devem ir até a Cinelândia.
De acordo com o coordenador do DCE da UGF, Anderson Diniz, participam da manifestação cerca de 1500 pessoas. Estudantes da UNE, de todos os cursos da UGF, da UniverCidade, dos DCEs, e até mesmo que não estudam nas instituições mantidas pelo Grupo Galileo seguem no protesto em solidariedade. Além deles, professores e funcionários das duas instituições compõe a marcha.
A manifestação foi um ato unificado com a ocupação de estudantes cariocas no Ministério da Educação (MEC) em Brasília, que começou esta manhã e terminou agora pouco após uma reunião entre estudantes e o Ministro da Educação, Aloízio Mercadante. De acordo com diretor da UNE, Igor Mayworm, que participou da reunião, a UGF e UniverCidade tem possibilidade de serem descredenciadas. Neste caso o Ministro garantiu que todos os estudantes seriam transferidos imediatamente e estariam dentro da sala de aula este semestre ainda.
FINALMENTE #FORAGALILEO
Os estudantes pediam uma resolução imediata para sanar os problemas que se arrastam desde de 2011 quando o Grupo Galileo Educacional se tornou mantenedor das duas Instituições de Ensino Superior citadas.
De lá para cá, foram inúmeros os descasos do Grupo com alunos, professores e funcionários das duas universidades como aumento abusivos nas mensalidades, atrasos nos pagamentos, falta de comunicação e descumprimento de vários acordos feitos para melhorar as condições de ensino.
A UNE e a UEE-RJ, junto com os DCEs e CAs da UGF e UniverCidade realizaram vários protestos, e tentaram estabelecer diálogo com Grupo Galileo e com o MEC para resolver os problemas várias vezes. Em outubro de 2013 os estudantes realizaram a maior ocupação de reitoria de uma instituição privada completando 78 dias no prédio da instituição.
Ainda em dezembro do ano passo, o MEC instaurou processo administrativo contra a Universidade Gama Filho e o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade). As duas instituições já não podiam abrir novos cursos, ampliar o número de vagas existentes ou receber novos alunos por meio de vestibular, outros processos seletivos ou transferências. Estavam suspensos também novos contratos de Financiamento Estudantil (Fies) e de participação em processo seletivo para oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni), além de restrição da participação no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Da Redação