Em 14 de agosto de 1968 foi assassinato pela polícia em uma manifestação o estudante Liber Arce. Ele era militante da Federación de Estudiantes Universitarios del Uruguay e integrante da Unión de la Juventud Comunista. Um dia antes do protesto havia sido decretado Estado de exceção no Uruguai, situação que se estenderia por meses no País. Por isso, todos os anos nesta data se realiza em Montevidéu uma passeata em homenagem aos mártires estudantis que foram assassinados ou desaparecidos na ditadura uruguaia. No último dia 14, a passeata reuniu 10 mil pessoas pelas ruas da capital.

O secretário executivo da Organização Continental latino-americana e Caribenha de Estudantes (Oclae), Mateus Fiorentini, esteve presente na marcha. Ele conta que neste ano, além de pautar a luta por verdade e justiça a passeata rechaçou a proposta de redução da maioridade penal, denunciou a criminalização dos movimentos sociais e defendendo a pauta mais forte dos estudantes uruguaios que é pelo investimento de 6% do PIB em educação.

O evento marcou também o lançamento da Jornada Continental de Lutas da OCLAE. “A Jornada vai mobilizar os estudantes de todo o continente em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, em defesa da integração da América Latina e o Caribe, pela paz e democracia”, explicou.

Assista o vídeo da marcha.

Da Redação