Os depoimentos aqui publicados são resultado das entrevistas realizadas pelo projeto Memória do Movimento Estudantil.
Adriano Diogo
Iniciou suas atividades políticas em 1963, no Colégio Firmino de Proença, na resistência ao golpe militar de 1964 e depois no Colégio Américo de Moura, onde organizou o movimento secundarista
Aldo Rebelo
Aldo foi eleito presidente da UNE, em seu 32º Congresso, em Piracicaba, no ano de 1980
Alfredo Sirkis
Participou das lutas estudantis de 1968, foi coordenador do Grêmio Livre do Colégio de Aplicação e fez parte da diretoria da AMES
Almino Afonso
Participou ativamente da campanha O Petróleo é Nosso e do Centro Acadêmico XI de Agosto. Em 1952, ocupou o cargo de secretário de cultura da UEE de São Paulo
Amâncio Paulino
Ingressou na Faculdade de Medicina da UFRJ em 1975, envolvendo-se com o movimento estudantil por intermédio do PCB, onde fez sua militância
Antônio Carlos da Fontoura
Foi um dos fundadores do núcleo de dramaturgia do CPC, onde participou da criação de peças de destaque, como o Auto dos 99%
Antônio Carlos Peixoto
Militante comunista, Peixoto foi um importante articulador do movimento estudantil e viveu os momentos cruciais que antecederam do Golpe de 1964
Antônio Serra
Participou da Ação Popular, de 1964 até 1969, e fez parte da comissão de organização do congresso da UNE de 1967, proibido pelo governo militar
Apolinário Rebelo
Presente no congresso de reconstrução da UBES, Apolinário chegou à presidência da entidade em 1983
Arnaldo Jabor
Na UNE, Jabor foi diretor da revista Movimento, entre 1962 e 1963, e participou do Centro Popular de Cultura
Arthur José Poerner
Carioca, o jornalista conta de sua relação com a militância estudantil e como escreveu O Poder Jovem
Bernardo Joffily
Vice-presidente da UBES em 1968, Joffily começou sua militância no grêmio de sua escola
Cacá Diegues
Com mais de 25 filmes em sua filmografia, Cacá conta como foi o início de sua carreira no CPC da UNE
Carlos Estevam Martins
Antes da extinção do CPC da UNE, Carlos Estevam foi um de seus diretores
Carlos Lyra
Foi um dos fundadores do Centro Popular de Cultura da UNE e compôs o Hino da UNE
Clara Araújo
Primeira presidente mulher da UNE, Clara foi eleita em 1982 no 33º Congresso da entidade
Cláudio Fonteles
Começou a participar do movimento estudantil no grêmio Colégio Elefante Branco e ligou-se à Ação Popular
Cláudio Langone
Durante o 40º Congresso da UNE, Langone foi eleito presidente da entidade
Comba Porto
Presa no 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, Comba participou da Passeata dos Cem Mil
Daniel Aarão Reis
Em 1966, Daniel foi vice-presidente do CACO na gestão de Vladimir Palmeira
Darlan Montenegro
Começou a se engajar, em 1988, no momento em que os estudantes das escolas privadas abraçaram a luta contra o aumento das mensalidades
Dyneas Aguiar
Nascido em São Paulo, Dyneas foi eleito presidente da Uesp em 1951
Edson Vidigal
Foi vice-presidente da União Maranhense dos Estudantes e vereador líder da oposição na Câmara Municipal de Caxias, quando, com o golpe militar de 1964, foi cassado e preso
Elyseo Medeiros
Carioca, Elyseo começou sua militância no Colégio Pedro II como presidente do grêmio
Felipe Chiarello
foi presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, de 1999 a 2001, e participou de campanhas contra o corte de bolsas do Programa de Educação Tutorial
Felipe Maia
No ano de 2001, foi eleito presidente da UNE, cargo que ocupou até 2003
Fernando Barros
Atuante no movimento colegial, liderou em uma passeata em defesa da posse de João Goulart e da Rede Radiofônica Nacional da Legalidade
Fernando Gasparian
Ingressou na Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie em 1948, chegando a presidir o Centro Acadêmico Horácio Lane e a UEE de São Paulo
Fernando Gusmão
Nascido em Recife, Gusmão foi eleito presidente na UNE no 43º Congresso
Fernando Pamplona
Foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Belas Artes da UFRJ e participou do Teatro Universitário da UNE
Fernando Pedreira
Participou de movimentos de greve, da fundação da Ames e da UNES. Em 1946, articulou a greve geral contra as taxas pagas pelos estudantes, foi eleito secretário geral da UNE e representou a entidade junto a UIE
Fernando Sant’Anna
Participou da fundação da União Nacional dos Estudantes
Ferreira Gullar
Poeta renomado, Gullar dirigiu o CPC da UNE no turbulento período pré golpe militar
Franklin Martins
Participou das manifestações de 1968 contra a diadura militar, ingressou na luta armada e foi um dos articuladores do seqüestro do embaixador americano
Gabriel Perfeito
Foi bolsista do Programa Especial de Treinamento e da educação tutorial e articulador da luta contra a sua extinção
Genival Barbosa
Em 1948, foi eleito presidente da UNE, durante o XI Congresso Nacional de Estudantes
Geraldo Siqueira Filho
Em 1969, após a decretação do AI-5, participou do grupo guerrilheiro Ala Vermelha e, depois, da Quarta Trotsquista
Gianfrancesco Guarnieri
Em 1953, foi eleito presidente da Ames e, depois, ligou-se à União Paulista de Estudantes Secundaristas, à União Estadual de Estudantes de São Paulo e à União Nacional dos Estudantes Secundaristas
Gisela Mendonça
Gisela Mendonça foi a segunda mulher a chegar à presidência da UNE, em 1986
Gustavo Petta
Presidente da UNE desde 2003, Petta foi reeleito ao cargo.
Helga Hoffmann
Em 1956, Helga foi eleita presidente da União Nacional dos Estudantes Secundaristas
Irum Sant’Anna
Atualmente médico, Irum participou da campanha “O Petróleo é Nosso” e da fundação da UNE
Jacob Gorender
Militou, em junho e agosto de 1942, nas manifestações populares contra a II guerra e, na década de 1940, enquanto jornalista, foi preso por 3 meses, durante o Estado Novo, por ter entrevistado o general Manuel Rabelo
Javier Alfaya
Naturalizado brasileiro, Alfaya conta como iniciou sua trajetória junto ao movimento estudantil
Jean Marc von der Weid
Eleito presidente da UNE em 1969, após o congresso de Ibiúna, Jean Marc fala de sua prisão poucos meses depois
João Manoel Conrado Ribeiro
A partir de 1955, foi presidente e vice-presidente do Centro Acadêmico 22 de Agosto da PUC-SP
João Pessoa de Albuquerque
Eleito presidente da UNE em 1953, João Pessoa lutou na campanha O Petróleo é Nosso
José Batista de Oliveira Júnior
Presidente da UNE em 1956, José Batista lutou contra o aumento nas passagens dos bondes
José Dirceu
Líder do movimento estudantil durante a ditadura militar, participou do congresso de Ibiúna e ficou preso de 1968 a 1969, quando foi banido do país, para exílio em Cuba
José Frejat
Em 1950, foi eleito presidente da UNE, para concluir o mandato de Rogê Ferreira, e também foi eleito presidente do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ
José Genoíno
Participou do congresso de Ibiúna, além de militar no PCdoB e integrar a diretoria da UNE na gestão de Honestino Guimarães
José Gregori
Entrou para Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo, em 1950 e, em 1952, participou como delegado do congresso da União Nacional dos Estudantes
José Luís Guedes
Envolveu-se com o movimento estudantil aos 16 anos, por meio da Juventude Estudantil Católica, foi presidente do Diretório Acadêmico Alfredo Balena da UFMG, engajou-se na Ação Popular e, em 1966, foi eleito presidente da UNE, preso depois, em 1968
José Serra
Em 1962, foi eleito presidente da União Estadual Estudantes de São Paulo, como integrante da Ação Popular, e foi eleito presidente da UNE em 1963, afastado e exilado com o golpe militar de 1964
Juca Ferreira
Militante nos anos 60, Juca seguiu exilado para Suécia e, depois, França, onde graduou-se em Sociologia na Universidade de Paris
Juliano Corbelini
Foi secretário-geral da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul e secretário de imprensa da UNE, da qual se tornou presidente em 1988
Lúcio Abreu
Participou do processo de fundação da União Nacional dos Estudantes Secundaristas, que depois se tornou União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, chegando à presidência da entidade em 1950
Luís Raul Machado
Participou do Congresso de Ibiúna, foi o primeiro presidente do grêmio estudantil do Colégio Santo Inácio e presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundários, de outubro de 1963 até o golpe militar
Luís Tenório
Em 1963, entrou para o CA da Universidade Estadual da Guanabara como segundo secretário e, em 1966, foi eleito presidente; também participou da resistência à ditadura militar por meio da luta armada, como médico
Luiz Mariano
Participou do processo de reconstrução da UNE, no final da década de 1970, tornou-se ainda uma liderança do MR-8 e vice-presidente da UNE
Marcelo Brito da Silva (Gavião)
Foi diretor da Associação Baiana de Estudantes Secundaristas, vice-presidente regional da UBES na Bahia e, em 2003, foi eleito presidente da UBES
Marco Maciel
Em 1960, foi eleito presidente do Diretório Central dos Estudantes e, no ano seguinte, foi reeleito para a presidência do DCE. Em 1962, assumiu a presidência da União dos Estudantes de Pernambuco
Marcos Heusi
Advogado do MDB fluminense em 1975, Heusi foi presidente da UNE em 1957
Maria Augusta Tibiriçá
Participou da União Feminina do Flamengo, Catete e Glória, do Instituto Feminino do Serviço Construtivo e foi uma militante empenhada na campanha O Petróleo é Nosso, em prol da defesa de uma indústria petrolífera estatal
Maria Rosa Monteiro
Mãe de Honestino Guimarães, presidente da UNE preso pela ditadura em 1973 e desaparecido, acompanhou a militância do filho e a violência com que era tratado quando preso
Mauro Panzera
Foi presidente da Umes, em 1989, pela chapa Viração, e eleito para a diretoria da Ubes como secretário de imprensa, em 1990, chegando a coordenador-geral da entidade e atuando como articulador do “Fora Collor”
Milton Coelho da Graça
Atuou ativamente na UNE e no Centro Acadêmico Cândido de Oliveira. Dirigiu a revista Movimento, foi comandante da greve dos bondes e de outras manifestações
Norton Guimarães
Começou a participar do movimento estudantil em 1968, por meio do Diretório Central dos Estudantes Secundários de Brasília. No final de 1969, acompanhou o movimento estudantil de fora e foi preso e torturado em função da prisão de seu irmão Honestino
Patrícia de Angelis
Eleita presidente da UNE no Congresso de 1989, Patrícia foi uma das poucas mulheres a chegar ao cargo na entidade
Pedro Simon
Em 1956, foi eleito presidente da junta governativa da UNE e, no mesmo ano, presidiu o Congresso dos Estudantes de Direito das Américas e a Federação das Faculdades e Escolas Superiores Católicas do Brasil
Raymundo Eirado
Eleito presidente da UNE em 1958, eirado lutou por ideais políticos nacionalistas
Renildo Calheiros
Em 1983, ganhou a presidência do DCE da UFPE e foi eleito secretário-geral da UNE para, em 1984,tornar-se presidente da entidade
Roberto Amaral
Em julho de 1961, foi eleito vice-presidente da UNE, participou do Centro Popular de Cultura da UNE e da UNE Volante e fez parte da diretoria articuladora da ‘greve de um terço’
Ruy Cezar Costa Silva
Eleito presidente da UNE em 1979, Ruy Cezar seguiu carreira artística
Sepúlveda Pertence
Foi vice-presidente da UNE e, em 1965, integrou o Superior Tribunal Federal como secretário jurídico, mas foi cassado com base no AI-5. Após a redemocratização, foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral e do STF
Vladimir Palmeira
Na década de 1960, Vladimir foi presidente do CACO e da UME