O estudante de filosofia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) Amilton Júnior, da cidade de Amargosa, denunciou agressões que sofreu na noite de quinta- feira (15/8), no centro da cidade.
A vítima afirmou que foi cercado por algumas pessoas, a pé e outros em motos, que o agrediram verbalmente chamando-o de nomes absurdos por ser homossexual. Um deles deu um soco em seu peito. Ele caiu no chão e machucou o braço. Amilton fugiu sem revidar, mesmo assim continuou sendo agredido verbalmente até próximo a sua casa.
A vítima fez exames médicos e boletim de ocorrência na Delegacia, e aguarda a decisão da justiça. Ele afirma que casos de violência envolvendo homofobia acontecem na cidade. “O meu foi divulgado, denunciei para dar um basta. Mas é muito ruim uma cidade do interior da Bahia, com uma universidade que está recebendo vários alunos, tem que lidar com uma situação dessas. Assusta muito”, ressaltou.
Para a 1ª diretora de assuntos LGBTT da UNE, Larissa Passos, a violência desse calibre nasce do forte sentimento de desprezo que a sociedade nutre pelos homossexuais que, vistos como desiguais e inferiores, tornam-se alvos frequentes daqueles que se sentem superiores a eles. “Entendemos que é através da construção de um projeto de educação não heterossexista, não racista, laica e que lute pelo fim do fundamentalismo religioso que esta sociedade será modificada”, ressaltou.
Para ela um dos papeis da universidade é propor espaços para que os estudantes e a comunidade reflitam criticamente sobre a sociedade além de propor soluções para seus conflitos. “A UFRB deve buscar dialogar com as autoridades da cidade de Amargosa para construir espaços de debates e reflexões sobre esse tipo de violência”, avalia.
A União Nacional dos Estudantes é firme no enfrentamento das agressões e opressões existentes nos espaços da sociedade contra a Comunidade LGBTT, Mulheres, Negros e Negras, indígenas e outros grupos que são discriminados e invisibilizados. “Quem não é contra a violência homofóbica, quem não se posiciona, é conivente com essa matança que o Brasil vivencia”, afirmou a diretora.
Com informações de Amargosa News