Os Diretórios Centrais dos Estudantes da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) representam os mais 10 mil alunos matriculados nas duas instituições (8,9 mil na primeira e 3,1 mil na segunda). A medida do descredenciamento das duas instituições mantidas pelo Grupo Galileo, publicada no Diário Oficial da terça-feira (14/01), afeta a vida de todos esses estudantes que agora deverão ser realocados em outras faculdades em um processo de “transferência assistida”.
“Sabemos do caso da Faculdade Alvorada de Brasília em que a transferência assistida foi um insucesso. A instituição foi descredenciada em setembro e tem aluno até hoje buscando transferência para outra faculdade”, ressaltou o coordenador geral do DCE da UniverCidade, Bruno Amaral.
Ele estava na segunda em Brasília e disse que a notícia do descredenciamento foi recebida com dificuldade pelos estudantes das duas universidades. “Mesmo que já tenha sido publicado no Diário Oficial o descredenciamento, vamos continuar lutando pela intervenção”, afirmou.
De acordo com a diretora de relações externas do DCE Gama Filho, Ana Flávia Hissa, agora a luta é para que haja a federalização das instituições. “O MEC tem a possibilidade de realizar uma intervenção nas instituições e assim torná-las federais’’, explicou.
Estudantes, professores e funcionários das duas instituições se reuniram novamente em protesto nesta terça-feira (14/01) no fim da tarde na Candelária, no Rio de Janeiro.
“Estamos lutando pela educação e não mais como um caso isolado. Chegamos a um ponto que não podemos deixar que isso aconteça mais uma vez, temos que ser um exemplo único. De forma alguma o descredenciamento é a solução”, destacou Bruno.
O representante discente no Conselho Acadêmico da UGF e representante do Centro Acadêmico Albert Sabin, do curso de medicina da instituição, Rafael Collado, disse ainda que os alunos devem lutar por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional que apure quem foi omisso na mantença do Grupo Galileo.
“Agora temos que nos manter unidos, com força nos nossos argumentos e manter a pressão na comissão [que vai discutir a aplicação de uma política de transferência assistida] para minimizar prejuízos”, afirmou Collado.
Cristiane Tada