Ter uma opção de alimentação saudável e barata na Universidade de Passo Fundo (UPF) sempre foi o sonho dos seus estudantes, e essa vontade se tornou realidade por meio da luta organizada e da reivindicação do movimento estudantil. Nessa segunda-feira, 27, o Centro de Convivência da universidade ganhou outra opção de alimentação: um “Bandejão”, ao lado do Restaurante Universitário, que serve almoço e jantar com arroz feijão, massa, batata, carne e salada, por R$ 4,00. (O horário de funcionamento é das 11h às 13h e das 17h às 21h).
A luta por um restaurante, realmente universitário, com as características do popular bandejão, sempre foi uma das principais bandeiras defendidas pelo movimento estudantil da Universidade de Passo Fundo. A atual gestão do DCE, a chapa Unidade Vai Nascer a Novidade, elencou essa proposta como uma das três principais pautas de sua administração.
Os trabalhos de mobilização iniciaram-se quando o DCE lançou no 1º Encontro dos Estudantes do Prouni realizando no dia 11 de agosto de 2011. Na ocasião, uma enquete, feita com um total de 1.252 acadêmicos dos mais diversos cursos, apontou que mais de 60% dos entrevistados consideravam a alimentação oferecida no campus “ruim” ou “péssima” por conta do alto custo das refeições.
A partir desse dado, o DCE constatou que os preços praticados dentro da instituição eram notavelmente maiores do que os de mercado e organizou diversas reuniões com a Fundação, Reitoria e vices-reitorias para discutir alternativas para a questão da alimentação, dessas conversas foi viabilizado o sonho do “Bandejão”.
“O bandejão foi é sonho, um desejo, uma necessidade vital para qualquer instituição de ensino e nós conquistamos isso na nossa caminhada”, comemorou o presidente do DCE, Rubens Marcon Astolfi. Após essa importante conquista, a gestão pretende brigar para alcançar outras metas: “Ainda temos a Casa do Estudante, a Qualidade de Ensino, a passagem com preços acessíveis, a manutenção dos descontos das mensalidades e diversas outras demandas que cercam a vida universitária”, finalizou.
Cássia Paula Colla e edição de Camila Hungria