Os desafios de implementar a Lei Cultura Viva como política de Estado foram o mote para o debate sobre cultura no Brasil com a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a secretária da Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Ivana Bentes, e o representante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, Pai Lula. Esse foi o primeiro dos três seminários de cultura que movimentam a Fundição Progresso nesta terça-feira (3).
A deputada Jandira, autora da lei aprovada em 2012, destacou a importância da mobilização dos movimentos culturais no Brasil em torno do processo de ampliação da Lei Cultura Viva, ressaltando que esta é uma conquista obtida com muita luta: “A mobilização criativa, a pressão nas redes, a nova estética que os pontos de cultura imprimem às suas formas de mobilização política, são uma grande novidade para o debate democrático no Brasil”, disse.
Jandira ainda falou sobre a interface entre cultura e comunicação presente na concepção do programa Cultura Viva, destacando a importância dos pontos de mídia livre – iniciativa que foi realizada entre 2008 e 2010.
CULTURA DE TODA GENTE PARA TODA GENTE
Ivana Bentes afirmou que a cultura não é um “luxo”, mas sim um “modelo de mutação do trabalho precário em potência e vida”. “Nesse sentido, a cultura hoje é um processo transversal que impacta nas formas de produção de valor em todos os demais campos”, complementou.
Ivana ainda convidou a UNE para participar da campanha pela autodeclaração dos pontos de cultura, projetos financiados e apoiados institucionalmente pelo governo federal: “Lançamos recentemente um cadastro de autodeclaração, pois temos uma rede gigantesca de fazedores de cultura, mas é sempre um trâmite declarar esses pontos. A partir do cadastro, qualquer pessoa pode ser ponto de cultura.”
Da Redação