Festivais, dança, esposição, cineclube, teatro e até roda de toada. Tá que tá a seleção deste fim de semana!
PORTO ALEGRE – RS
O que? Performance coletiva Domínio Público – dentro da programação do 5º Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre (até 17 de abril). Atenção: todas as apresentações do festival são nas ruas, livres e abertas. Aproveitem!
Perder um programa desses no fim de semana não dá né? Destacamos a performance coletiva de Barcelona, Domínio Público que vai mexer com a galera do Parque da Redenção. Domínio Público é como um jogo de tabuleiro em tamanho real, onde os espectadores são os protagonistas. A partir dos simples movimentos dos participantes, formam-se pequenos grupos. Estas micro comunidades refletem padrões sociais e contam uma história que Bernat orquestra com cuidado durante a apresentação, tornando-a uma ficção bizarra, divertida e imprevisível.
Quando? 14 abril às 11h, 14h e 17h30 Onde? Parque da Redenção/UFRGS Preço? Entrada livre.
A programação completa do festival você vê aqui ó http://ftrpa.com.br/
SALVADOR – BA
Em Salvador também tem festival, sim senhor, mas é de dança. A sétima edição do Festival Internacional Vivadança reúne na capital da Bahia artistas, companhias, pesquisadores e outros profissionais da área do Brasil e do mundo, para apresentar e discutir as produções contemporâneas de dança.
Neste fim de semana o que vai rolar é:
O que? Eu em ti, espetáculo da Cia Borelli de Dança (SP)
O espetáculo tem como inspiração a abstração do corpo erótico e santificado. Despojado de vida no tempo e no espaço, ele parece buscar a preservação dos elementos essenciais à existência, e, através de combinações com o “outro”, aponta para questões estéticas e éticas.
Quando? 13 e 14 de abril, às 19h Onde? Teatro Molière – Aliança Francesa Salvador (Av. 7 de Setembro, 401 – Ladeira da Barra | Rua do Timbó, 422 – Caminho das Árvores) Quanto? R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
E mais uma!
O que? Paranóia, espetáculo da Companhia de Danças de Diadema (SP)
O espetáculo busca transpor para a cena as ideias provocativas e imagéticas do livro Paranóia, de Roberto Piva, expressando por meio dos movimentos e situações cênicas as imagens captadas pelo poeta nas ruas de São Paulo, refletindo o amor, desventura, desejos e decepções cotidianas numa metrópole.
Quando? 13 de abril, às 20h; 14 de abril, às 19h Onde? Teatro Vila Velha (Av. Sete de Setembro, s/n – Passeio Público – Campo Grande) Quanto? R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Programação completa do festival aqui ó http://www.festivalvivadanca.com.br
BELO HORIZONTE – MG
O que? Filme “Hienas” – Djibril Diop Mambéty (1992) – 110 min
Uma vila senegalesa, que vive, atualmente, na miséria, é agitada pela volta de uma antiga residente. Linguére Ramatou retorna multimilionária a seu povoado. Draman Drameh, que foi seu apaixonado amante, corre ao seu encontro. Num grande banquete, Linguére promete compartilhar sua fortuna com a cidade, mas pede algo em troca.
Quando? 13 de abril às 19 horas. Onde? Cineclube Oi Futuro no Teatro Oi Futuro Klaus Vianna (Avenida Afonso Pena, 4001, Mangabeiras) Quanto? Entrada livre.
Mais informações http://www.oifuturo.org.br/
CURITIBA – PR
O que? Exposição “A Magia de Escher”
Uma das principais contribuições da obra de Escher está em sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de ótica, com notável qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva. A mostra “A magia de Escher” reúne 85 obras, entre gravuras originais, desenhos e fac-símiles, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista.
Quando? Até 21/07. Terça a sexta-feira, das 10h às 20 horas/ Sábado e domingo, das 10h às 18 horas. Onde? Museu Oscar Niemeyer (R. Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico) Quanto? R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia)
*Primeiro domingo do mês: entrada livre; Primeira quinta-feira do mês: horário estendido até as 20 horas. Entre 18 e 20 horas entrada livre.
Mais informações: http://www.museuoscarniemeyer.org.br
MANAUS – AM
O que? Roda de Toada com artistas do Caprichoso
Esta é 5ª Edição da Roda de Toada, festa que leva a cultura do Boi-bumbá Caprichoso para as comunidades da cidade. Artistas e a banda oficial do Touro Negro estão confirmados para o evento, que segue o estilo de uma Roda de Samba.
Quando? 13 de abril às 17h. Onde? Quadra da Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida (Rua Luis Antony, Aparecida) Preço? Entrada livre.
Mais informações no Portal da Amazônia
GOIÂNIA– GO
O que? Espetáculo de teatro Estamira – Beira do Mundo (70 min)
A obra foi adaptada a quatro mãos para o teatro por Dani Barros e Beatriz Sayad. A partir do documentário Estamira, de Marcos Prado, a montagem conta a história real de uma mulher, descoberta pelo cineasta, no Aterro Sanitário do Jardim Gramacho, e que se tornou personagem central de seu filme.
Quando? 12 de abril às 15h. Onde? Teatro Goiânia Ouro (Rua 3, 1016, Centro) Quanto? R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia)
Mais Informações: (62) 3524-2541/ 3524-2542
SÃO PAULO – SP
O que? Musical Milton Nascimento: Nada será como antes (leia crítica abaixo)
Quando? Até 28 de abril. Sexta 21:30h, sábado 18 e 21 h, domingo 18 h. Onde? Teatro Geo (Rua Coropés, 88, bairro de Pinheiros) Quanto? R$100 (inteira), R$50 (meia)
Mais sobre o espetáculo: http://nadaseracomoantes.com.br/
Assista ao vídeo:
Após esse musical, realmente nada será como antes
Não entendo nada de teatro. Mas uma coisa é certa. Milton Nascimento, um dos mais respeitados artistas do mundo, merecia coisa melhor. Toda a pompa do espetáculo e toda a grandeza do Teatro Geo, casa de propriedade da megaprodutora ligada à Rede Globo, não deixam escapar aquele ar de constrangimento. Acho tudo culpa de alguns atores que, como disse um crítico do R7, mais parecem saídos do elenco de Malhação. O figurino das meninas é bonito, dialoga com o cenário e com as canções. Agora, por que os garotos vestem blusas xadrez dobradas na manga, coletinhos de couro e… tênis, tipo, de skatista? Parecem “emos” perdidos na pequenina Três Pontas, cidade onde Milton viveu boa parte da infância e adolescência. E o mesmo crítico do R7 completa: falta alma. E esse (a)crítico aqui endossa. Cantar “Travessia”, “Clube da Esquina 2” ou “Girassol da cor do seu cabelo”, sem alma, não dá. Alma é a coisa que a música de Milton mais tem. Alma mineira, brasileira, latino-americana. Os atores são bonitinhos, vai, tocam vários instrumentos, guitarra, violão e, até mesmo, tambores! Uma das melhores cantoras do grupo, das únicas negras do elenco, em um musical que homenageia um negro, arrisca as baquetas na bateria em uma das cenas. Legal? Sim. Não que a peça seja ruim, mas alguns momentos e releituras soam brega. E uma coisa que Milton e sua obra não passam nem perto é do brega, com todo respeito aos legítimos representantes deste lindo gênero que arrebata corações. Mesmo assim, embora essa coluna do site da UNE seja voltada para atrações a baixo preço, vale a pena conferir o musical. É caro, é brega, é até chato às vezes. Mas é Milton Nascimento. (Rafael Minoro)
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Cristiane Tada