Mais um finde pela frente e não tem motivos para não ser feliz. A coluna tá cheia de dicas legais, tem exposição, música, performace circense, e atividade cultural na rua com tudo isso misturado. E a dica comentada traz um livro que vem emocionando a galera. Então vamos nessa que a sexta já começou!!!!

RECIFE – PE

O que? Espetáculo Tangos & Tragédias. A comédia reúne música, humor, teatro e interação com o público. Em Tangos & Tragédias, artistas vindos de um país imaginário chamado Sbórnia executam músicas do folclore sborniano, canções brasileiras e sucessos do pop internacional. Tudo passando pelo filtro da comicidade, da teatralidade. Quando? Até 21/09 às 19h30. Onde? Caixa Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505 – Marco Zero ) Quanto? R$20 inteira, R$10 meia. Informações: (81) 3425-1900.

PORTO ALEGRE – RS

O que? Exposição Toda Nudez Será Colorida. Inspirada pela peça Toda nudez será castigada, de Nelson Rodrigues, a artista plástica e escritora Helena Terra apresenta a exposição “Toda Nudez Será Colorida”. Com 20 desenhos de nus femininos, a exposição discute a mulher em busca de sua identidade e liberdade, diante de uma sociedade sexista. A artista usa 120 cores, que são sobrepostas na obra para criar efeitos de luz. A curadoria é de Paulo Amaral. Quando? Até 28/09. Sábado das 10:00 às 13:00 e dias de semana das 9h às 18h30. Onde? Galeria de Arte Paulo Capelari (Rua Visconde do Rio Branco, 691 Rio Branco ) Quanto? R$20 inteira, R$10 meia. Informações: (51) 3312-8558.

CUIABÁ – MT

O que? Festival de Dança de Cururu e Siriri do Mato Grosso. Organizado pela Federação de Cururu e Siriri de Mato Grosso e pela Associação Folclórica de Tangará da Serra, o evento pretende fortalecer as tradições culturais matogrossenses. Reúne apresentações de 30 grupos de dança. Quando? Até 22/09 Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 8h às18h. Onde? Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro (Rua São Cristóvão, 154 Terceiro) Quanto? Entrada franca.

MANAUS – AM

O que? Exposição Peixe e Gente. Baseada no livro Peixe e Gente, do antropólogo Aloisio Cabalzar, a exposição aborda os conhecimentos indígenas e ictiológicos, mitos e conceitos cosmológicos relacionados à origem dos peixes e suas relações com a humanidade. Uma equipe, com antropólogos, artistas plásticos, desenhistas, arquiteto, narradores indígenas, além dos próprios protagonistas – os indígenas – trabalhou na produção do evento. No acervo, estão mapas, armadilhas, utensílios de cozinha, histórias mitológicas e vários objetos cenográficos da cultura rionegrina, especialmente os conhecimentos relacionados à origem da humanidade. Quando? Até 30/12 das 09:00 às 16h30. Onde? Jardim Botânico de Manaus ( Av. Uirapuru, s/n, Cidade de Deus) Quanto? Entrada franca. Informações: (92) 3582-2929.

BELO HORIZONTE – MG

O que? Performance do Cirque du Soleil. Intervenção dos artistas do espetáculo “Corteo”, do Cirque du Soleil. O grupo circense não divulga detalhes da performance e promete algumas surpresas. A intervenção é uma oportunidade de conhecer um pouco do espetáculo “Corteo”, dirigido por Daniele Finzi Pasca. Apresentação ainda de duas exposições que retratam os bastidores do espetáculo. Quando? Até dia 29/9. Sábado das 13h30 às 14h. Onde? Shopping Cidade  (Rua Tupis, 337, Centro) Quanto? Entrada franca.

SÃO PAULO – SP

O que? Se a Paulista Fosse Minha, atividades culturais no Dia Mundial sem Carro promovidas por coletivos paulistas como Mobiliza SP, Matilha Cultural, Baixo Centro. Música ao vivo, piscinas em caçambas, quadra de basquete, parque de diversões (para crianças de 3 a 90 anos), picnic, oficinas, troca de livros, rodas de leitura, xadrez, apresentações de dança. Quanto? 22/9 a partir das 10h. Onde? Avenida Paulista, no entorno do MASP. Quanto? Evento ao ar livre. Informações:facebook.com/events/606105722766287/?ref=ts&fref=ts

LIVRO

A pequena abelha

“(…) peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas você e eu temos de fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: ‘Eu sobrevivi’”.

Já faz alguns meses que li “Pequena Abelha” e desde então indico como uma ótima leitura, que me tocou, despertou sentimentos profundos e nem sempre agradáveis. O livro de Cris Cleave contém uma história profunda e me fez refletir sobre os grandes problemas da África, onde os “homens” destroem aldeias para extrair petróleo das terras. Até hoje me lembro das cenas marcantes que montei em minha cabeça.

A emocionante história é narrada pela protagonista “Pequena Abelha”, uma menina nigeriana que escolheu esse apelido para esconder seu verdadeiro nome. Abelinha conhece a inglesa Sarah – uma jornalista desanimada com seu casamento e cansada de seus problemas cotidianos – em um dia trágico, numa situação que não desejamos a ninguém. Elas se reencontram anos depois para começar uma história juntas.

Durante o livro, conhecemos as vidas e realidades diferentes de Abelinha e Sarah, contada por ambas sem ordem cronológica: os capítulos são intercalados para dar voz e pensamento a essas duas personagens.

A história me comoveu e encantou. Pensei na realidade que o livro mostra, e, as lições passadas, que servem para tantas situações. Uma delas é a de ter esperança. Tudo o que Abelinha conquistou foi com a ajuda dela. (Natália Vaqueli)

Livro: A pequena abelha.

Autor: Cleave Chris.

Editora: Intrinseca

Quanto? R$29,00 na Saraiva

Cristiane Tada e Natália Vaqueli