Qual é o papel das entidades estudantis no debate cultural do país? Esse questionamento norteou o primeiro bate-papo organizado pelo Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA) da UNE na Caravana UNE Brasil+10, que começou hoje, em Brasília na UNB.

A agenda de atividades do CUCA contará, em cada estado, com encontros abertos ao público, entre estudantes e artistas locais, representantes da entidade, Circuito Fora o Eixo, Ação Griô e Pontos de Cultura da cidade, para conversas com o tema “Cultura em rede –Conexões culturais no Brasil”.

“Hoje dialogamos, fazemos uma roda e trocamos ideias. Uma troca de experiências pra manter sempre viva a chama. A proposta é debater os desdobramentos do momento que vivemos e pensar o legado da cultura para os próximos anos. Queremos discutir um projeto político cultural para o país. A ideia é debater cultura em rede é criar ações comuns, como um grande ato, por exemplo”, explicou Rafael Buda, coordenador do CUCA.

Participou da conversa Walter Cedro, da Companhia Mamulengo sem Fronteiras, grupo que se apresentará na noite de hoje (28). Na opinião dele, a visibilidade cultural aumentou muito após as redes. “As manifestações que falam sobre cultura tradicional estão chegando cada vez mais às cidades”, afirmou. 

Para Buda, a falta de planejamento estratégico para pensar a cultura é latente e é, também, papel do movimento estudantil preencher essa lacuna. O presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Alexandre Silva, participou do debate e reforçou a opinião de Buda. “A Caravana da UEE-SP UniverCidade, começa amanhã (29), em Santos. Vamos interferir na agenda das universidades e também levaremos muitas atrações culturais às atividades. Nós, do movimento estudantil, precisamos reforçar a cultura em nossa agenda, pensar com profundidade no papel da arte e da cultura nas universidades”, finalizou.

Camila Hungria, de Brasília / Foto: Fabio Bardella