Como está, atualmente, a mobilização da juventude LGBT no combate à homofobia? Na manhã desta quinta-feira (30/5), estudantes se reuniram na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) para debater o tema em um dos grupos de discussão promovidos durante a 53º edição do Congresso da UNE.
Com a sala lotada, os debates giraram em torno da necessidade da criação e ampliação de espaços que discutam a diversidade sexual dentro das universidades e das próprias entidades estudantis.
Para o estudante de relações internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Lincoln Leão, a formação de uma agenda de luta que envolva a pauta da homossexualidade e identidade de gênero é primordial para enfrentar o preconceito. ‘’Temos que ocupar as universidades e a comunidade com passeatas, intervenções culturais para dar visibilidade e força ao nosso movimento’’, contou.
O apoio da família, um melhor preparo dos educadores e o fim do silêncio no que tange às agressões sofridas diariamente por gays, lésbicas e transexuais também foram apontados como solução para acabar com o preconceito.
‘’Não devemos ficar calados. Precisamos nos doar, dialogar mais se queremos que as pessoas nos respeitem. Não devemos ter vergonha de mostrar o que somos, seja dentro da universidade ou em qualquer outro local’’, bradou uma estudante do Amazonas.
Foi consenso que os espaços de militância dentro das entidades estudantis em todo Brasil, como Diretórios Centrais (DCE’s), Centros Acadêmicos (CA’s) e as Uniões Estaduais Estudantis (UEE’s) devem se munir de material teórico, acervo bibliográfico e muita politização.
‘’Se queremos enfrentar o conservadorismo nacional e repelir os discursos preconceituosos devemos estar fortes politicamente e com embasamento teórico suficiente para responder à altura quaisquer acusações’’, falou o estudante cearense Marcos de Souza.
Ao final do debate, a primeira proposta de consenso foi a execução de uma ‘’Marcha do Combate à Homofobia’’a ser realizada até o final do Congresso.
‘’O debate é importante, mas sozinho não muda a universidade. Vamos às ruas, vamos inserir toda a sociedade na luta’’, enfatizou a estudante da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Larissa Passos.
Renata Bars