Cerca de 300 estudantes da Universidade de Sorocaba (Uniso), cidade localizada a 84 km de São Paulo, ocuparam na manhã desta terça-feira (17/3), o prédio da reitoria em protesto contra o aumento das mensalidades na instituição.

Os boletos estão 2,59% mais altos do que a taxa recomendada pelo Governo Estadual, que corresponde ao aumento de 6,4% no valor das mensalidades. O reajuste na Uniso foi de 8,99%.

Para o presidente do DCE, Gabriel Soares, o aumento é abusivo, já que a instituição é comunitária. ‘’A Uniso é uma universidade sem fins lucrativos, não é uma universidade privada, o que torna esse aumento acima da inflação ainda mais desproporcional’’, falou.

Segundo ele, os investimentos em estrutura também são insuficientes. ‘’Aumentam as mensalidades, mas ainda falta muito em estrutura. Alunos de artes não tem um ateliê para suas aulas, os laboratórios são insuficientes e o atendimento aos alunos é ruim. Já chegamos a ficar 8 horas na fila de espera ‘’, lamentou.

Até o momento, a reitoria não dialogou com os manifestantes. Todos os serviços administrativos da universidade foram fechados em decorrência da ocupação.

‘’Mandaram e-mail para os estudantes afirmando que estamos coagindo os funcionários. Isso não é verdade. A manifestação e ocupação foram totalmente pacíficas e permaneceremos assim até que o aumento seja revogado’’, disse o presidente do DCE.

EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA

Lançada no último ano pela UNE, a cartilha “Educação não é mercadoria” tem como objetivo denunciar os abusos que os chamados “tubarões do ensino”, os empresários da educação, cometem rotineiramente. Os problemas no ensino superior privado vão da questão pedagógica à falta de infraestrutura e abuso no aumento das mensalidades. Para combater o poder do dinheiro sobre a educação, a cartilha da UNE traz uma série de orientações e instrumentos para os estudantes lutarem por seus direitos.

Confira: http://issuu.com/imprensaune/docs/cartilha_educacao_nao_e_mercadoria?e=0/7189382