Praça Alegrete, Arraial de Canudos, Largo Itabira, rua Goiás Velho. Numa primeira impressão, pode parecer que a 9ª Bienal da UNE está espalhada pelo Rio de Janeiro, mas são apenas os nomes fantasia de espaços da Fundição Progresso e de seu entorno na Lapa, sede do festival.
Segundo o coordenador de infraestrutura da Bienal, Luís Parras, os espaços foram nomeados de forma a aludir ao tema do festival, #VozesdoBrasil.
“Pensamos em homenagear tanto as Vozes do Brasil, nosso tema principal, como as vozes da língua portuguesas. Por isso temos nomeações de escritores moçambicanos, portugueses e, claro, brasileiros’’, explicou.
Arraial de Canudos, por exemplo, é o terraço da Fundição, que abrigará atividades como a oficina de dança do passinho e a mesa “A língua em 140 caracteres”, ambas na segunda-feira (2).
O Circo Voador, local do espetáculo e show de abertura da Bienal neste domingo (1), virou a Serra da Costela na nomenclatura da Bienal, uma referência ao clássico Vidas Secas, de João Cabral de Melo Neto.
A Vila Azinhaga, ponto dos seminários de cultura da Bienal, alude à cidade natal do escritor português José Saramago.
Para a diretora de cultura da UNE, Patrícia de Matos, a iniciativa é importante pois espalha a própria literatura.
“Muitos visitantes que já conhecem esses nomes vão se sentir familiarizados, e ao mesmo tempo outros terão a oportunidade de conhecer e explorar novas histórias. Será um ambiente que respira literatura’’, disse.
PARCERIAS
Durante a 9ª Bienal da UNE, algumas parcerias foram desenvolvidas para a plena utilização do espaço e desenvolvimento das atividades na Fundição. Por isso, a UNE agradece a disponibilização do Espaço da Intrépida Trupe e do Espaço Armazém, que receberão as apresentações das peças teatrais selecionas para a mostra de artes cênicas, colaborando com o intercâmbio cultural e valorização dos jovens artistas brasileiros.
Da Redação
