Durante o último fim de semana, a UNE realizou o seu 63º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg), na Uninove, em São Paulo. O encontro teve a participação de delegados de 495 entidades entre DCEs, UEEs e executivas de curso de diversas cidades do Brasil.

Durante três dias, os estudantes estiveram reunidos para discutir temas como assistência estudantil, regulamentação do ensino privado, reforma universitária, crise do capitalismo e a situação da classe trabalhadora no mundo. As mesas de debate trouxeram convidados do meio acadêmico, parlamentares, representantes de movimentos sociais e entidades ligadas à educação.

O ponto alto do Coneg foi Plenária Final que convocou o 54º Congresso da UNE -que vai eleger a nova diretoria da entidade e suas bandeiras de luta para os próximos dois anos. O Conune será realizado de 3 a 7 de junho de 2015.

Durante o 63º Coneg, foram aprovadas também moções que apoiam a luta dos estudantes da Fatec (SP) e da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO), em Campo Grande (RJ), por mais qualidade, assistência estudantil e valorização dos professores. O Coneg chamou também uma “festa de ‘descomemoração” dos 50 anos da rede Globo, com atos pela democratização dos meios de comunicação e a verdadeira liberdade de expressão.

A UNE aprovou ainda uma resolução de educação, onde se coloca firme em defesa dos direitos estudantis contra a política de ajuste fiscal anunciada pelo ministro Joaquim Levy com perspectiva de contingenciamento de até 7 bilhões de reais para o setor educacional.

“A UNE deve se mobilizar para enfrentar qualquer política de contingenciamento na educação e convocar os estudantes em todas as universidade para assegurar a ampliação das verbas destinadas para a educação brasileira”, afirma trecho do documento.

A carta assegura que o “caminho necessário para a educação é exatamente outro: mais investimento”. Como na conclusão da expansão das universidades federais com a finalização das obras atrasadas e maior contratação de professores e assistência estudantil para avançar no aumento da oferta de vagas no ensino superior público.

Os estudantes querem urgentemente uma lei que proíba qualquer tipo de contingenciamento orçamentário na pasta educacional. “Nós não vamos aceitar nenhum centavo a menos para a educação!”, afirmam.

Para garantir os investimentos em educação a entidade entende ainda que é papel do movimento estudantil pressionar para que medidas como 10% do PIB e a vinculação as riquezas do petróleo, com a metade do Fundo Social do Pré-sal e 75% dos royalties para a educação sejam, de fato, implementadas.

Leia nos links a íntegra de todos os documentos:

Resolução de Educação do 63º Coneg da UNE

Moção: Implementação da bolsa-permanência na Fatec (SP)

Moção: Concurso público para contratação de professores na UEZO (RJ)

Moção: “Descomemoração” do aniversário das organizações Globo

Cristiane Tada